Zema lança campanha com ataques a Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) deu início oficial à sua campanha à Presidência da República neste domingo (16) em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, atacando o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo Lula e focando na segurança pública como eixo central do seu discurso.
“O problema do Brasil é que bandido fica solto.
A nossa Polícia Militar prende e a Justiça solta”, afirmou o candidato, prometendo mudar a legislação para “colocar para mofar na cadeia quem estupra, quem mata e hoje fica solto infernizando a vida das pessoas de bem.” Em meio à fala mais generalista, a proposta mais concreta apresentada foi a construção de um “superpresídio” na região Norte do país destinado a líderes de facções criminosas, além de mais unidades prisionais em outras regiões.
O candidato enquadrou o tema a partir de experiência pessoal.
“Já fui assaltado três vezes”, disse, ao prometer um Brasil onde o cidadão possa “andar com o celular na rua.” Leia também: Renan Santos ataca Lula e Flávio Bolsonaro em estreia de campanha Caiado abre campanha sem Kassab, após vice ter dito que Flávio tem “chance zero” contra Lula Ataques de Zema ao STF Zema reservou parte do discurso para atacar o Supremo Tribunal Federal, como já fez no período de pré-campanha, sem poupar referências a ministros específicos.
Sem citar Alexandre de Moraes pelo nome, o candidato mencionou “contrato de R$ 129 milhões para a esposa de um ministro com o Banco Master”, valor referente ao contrato firmado pelo escritório de Viviane Barci de Moraes com a instituição financeira.
O ex-governador de Minas também citou diretamente outro magistrado.
“Criou-se uma casta nova, a dos intocáveis, que estão em Brasília se considerando acima da lei.
Sou o candidato que mais tem denunciado esses absurdos, inclusive respondendo processo do Gilmar Mendes, com muito orgulho.
Vou continuar falando porque não tenho rabo preso”, apontou, segundo a Folha de S.
Paulo .
Na política externa, o candidato acusou o governo Lula de “tratar muitos países mal, a começar pelos Estados Unidos”, de questionar o dólar como moeda e de se aproximar de “países que não são democráticos, como Cuba, Irã e Venezuela.” Ausências O evento teve ausências notáveis como a do governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) e do próprio candidato a vice-presidente na chapa, o senador Eduardo Girão (Novo).
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