Renan Santos ataca Lula e Flávio Bolsonaro em estreia de campanha
O candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, abriu oficialmente sua campanha neste domingo (16) no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da USP, região central de São Paulo.
No parlatório da faculdade, ele atacou tanto Lula quanto a família Bolsonaro, enquanto aliados provocavam entidades estudantis que se mobilizaram contra o ato.
Renan Santos subiu ao parlatório de colete à prova de balas.
Segundo ele, a precaução se justificaria pelo fato de ter recebido ameaças de morte antes do ato de abertura de campanha.
Sua equipe informou que o local foi escolhido porque o candidato estudou na Faculdade de Direito da USP antes de abandonar o curso para se dedicar à política.
O discurso foi marcado por ataques diretos.
Renan atacou o ato de lançamento de campanha de Lula, realizado mais cedo em São Bernardo do ABC, partindo para a ofensa e o chamando de “maldito comício, organizado por aquele maldito bêbado e sua maldita esposa, naquele maldito local”.
Em seguida, voltou-se contra a família Bolsonaro: “Já imaginou se em vez do maldito Flávio formos nós ao segundo turno contra o Lula?”, questionou, enquanto a plateia respondia com o grito “Prendeu, matou.
Prendeu, matou”, bordão repetido pela militância que resumiria a proposta de endurecimento da política de segurança pública do candidato do Missão.
Leia também: Caiado abre campanha sem Kassab, após vice ter dito que Flávio tem “chance zero” contra Lula Inelegível até 2032, Pablo Marçal registra candidatura à Presidência Renan Santos, gaita e violão Discursaram antes de Renan a vereadora paulistana Amanda Vettorazzo, o ex-deputado estadual Arthur do Val e o deputado federal Kim Kataguiri.
O Missão aproveitou o ato para anunciar Guto Schiavetto como candidato ao Senado por São Paulo, parte da estratégia do partido de lançar nomes próprios nas principais disputas eleitorais.
O candidato a vice na chapa presidencial é o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar Aroldo Medina.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Centro Acadêmico XI de Agosto convocaram manifestações contra o ato e criticaram o uso do espaço da Faculdade de Direito da USP pelo candidato, já que o local está associado a movimentos progressistas e à luta pela redemocratização.
Kim Kataguiri respondeu à mobilização estudantil com provocação explícita.
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