Três Lagoas e Ribas lideram valor da produção de florestas plantadas no País
Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo terminaram 2025 nas duas primeiras posições do Brasil em valor da produção da silvicultura, atividade que explora florestas plantadas para fins comerciais.
Os municípios registraram, respectivamente, R$ 1,8 bilhão e aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Brasilândia também aparece entre os destaques nacionais, em quarto lugar, com R$ 591,1 milhões.
Com isso, Mato Grosso do Sul reúne três dos quatro municípios com maiores valores de produção na atividade.
Segundo a PEVS (Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura), o valor da produção de Três Lagoas aumentou 216,3% em relação a 2024, mais que triplicando em termos nominais, sem desconto da inflação.
O principal produto foi a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose.
Nesse segmento, o volume produzido pelo município cresceu 40,5%, enquanto o valor da produção avançou 218,9%.
Os indicadores medem coisas diferentes: o volume corresponde à quantidade de madeira produzida, enquanto o valor também considera os preços recebidos pelos produtores.
Ribas sobe quatro posições - Ribas do Rio Pardo passou do sexto para o segundo lugar no ranking nacional do valor da produção da silvicultura.
O município produziu 4,9 milhões de metros cúbicos de madeira em tora para papel e celulose.
Somente esse produto respondeu por R$ 903,7 milhões, equivalentes a 90,3% do valor da silvicultura local.
Na comparação com 2024, o valor da produção de madeira para papel e celulose cresceu 180,8%.
Brasilândia, na quarta posição nacional, também teve como destaque a madeira destinada ao segmento, com aumento de 30,8% na quantidade produzida.
Entre Ribas e Brasilândia aparece General Carneiro, no Paraná, com R$ 718,3 milhões.
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