Doenças crônicas já respondem por quase 60% das mortes prematuras
Campo Grande tem nas doenças crônicas não transmissíveis o principal desafio de saúde pública para os próximos anos.
O Plano de Enfrentamento das Doenças e Agravos Não Transmissíveis 2026-2029, publicado pela Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) no Diogrande desta quinta-feira (24), mostra que enfermidades como problemas cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas e diabetes foram responsáveis por mais da metade das mortes de pessoas entre 30 e 69 anos na Capital ao longo da última década.
O documento aponta que, entre 2016 e 2025, as doenças crônicas responderam por uma parcela entre 51% e 63% dos óbitos prematuros registrados no município, com exceção de 2021, quando a pandemia de covid-19 alterou o cenário de mortalidade.
Em 2025, quase 60% das mortes na faixa etária de 30 a 69 anos tiveram relação com essas doenças.
Levantamento divide as causas em quatro grandes grupos: doenças cardiovasculares, neoplasias (câncer), doenças respiratórias crônicas e diabetes.
Entre elas, os problemas do aparelho circulatório aparecem como os principais responsáveis pelas mortes prematuras em Campo Grande, seguidos pelos tumores.
Dentro das doenças cardiovasculares, o infarto agudo do miocárdio lidera como causa de morte em todos os anos analisados.
Em 2025, o infarto representou 43,5% dos óbitos cardiovasculares, enquanto os AVCs (acidentes vasculares encefálicos) responderam por 21%.
Juntos, os dois problemas concentraram mais de 64% das mortes desse grupo.
No caso dos cânceres, o documento aponta mudanças no perfil das mortes.
O câncer de mama permaneceu como o principal tipo de tumor entre os óbitos prematuros em 2025, representando 10% das mortes por neoplasias.
Na sequência apareceu o câncer de cólon, com 9,5%, enquanto o câncer de brônquios e pulmões respondeu por 8%.
Já entre as doenças respiratórias crônicas, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica foi responsável por quase 60% dos óbitos do grupo em 2025.
Segundo a própria análise da Sesau, o tabagismo aparece como um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença.
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