Inscrições em pedra revelam escândalo de fraude fiscal no Império Romano
Novos fragmentos de uma inscrição esculpida em pedra, descobertos no oeste da Turquia, revelaram um antigo esquema de fraude fiscal que atingiu propriedades ligadas à família imperial romana no século 5.
Acredita-se que funcionários responsáveis por cobrar impostos na Ásia Menor Ocidental emitiam recibos de pagamento sem informar valores ou unidades de medida claras, permitindo com que eles embolsavam a diferença entre o que arrecadavam da população e o que declaravam às autoridades centrais, em Constantinopla.
A descoberta foi feita pelo historiador Paweł Nowakowski, da Universidade de Varsóvia, na Polônia, em parceria com o epigrafista Mustafa Adak, da Universidade Akdeniz, na Turquia.
A pesquisa integra o projeto STONE-MASTERS, que investiga o trabalho de antigos pedreiros e o desenvolvimento da epigrafia (ciência que estuda inscrições antigas gravadas em pedra e outros materiais) durante a Antiguidade Tardia, período que sucedeu o auge do Império Romano.
De acordo com comunicado oficial publicado na semana passada, o texto reconstituído é uma decisão judicial emitida no ano 480 pelo prefeito pretoriano do Oriente, um dos cargos mais altos da administração imperial romana, responsável por supervisionar finanças, justiça e administração de uma vasta região do império.
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