Aos 61 anos, morre Raimundo, que fez da água de coco a criação dos filhos
Quem passava pela Avenida Afonso Pena em direção ao Parque dos Poderes já estava acostumado a ver Raimundo Fernandes da Silva, famoso pelo sorriso no atendimento, pela água de coco gelada e pelo Quiosque do Poeta e suas tradicionais cadeiras coloridas.
Após mais de três décadas no comércio que ajudou a popularizar a venda de refrescos na região, o comerciante faleceu neste domingo (20), por causa ainda não divulgada.
A trajetória na principal avenida da Capital começou no início dos anos 90.
Na época, pai de duas crianças pequenas, de 4 e 5 anos, Raimundo viu no comércio ambulante uma forma de complementar a renda e aliviar com as despesas da família e o aluguel no bairro Alves Pereira.
O negócio deu tão certo que, pouco mais de um ano depois, ele pediu demissão do emprego fixo para se dedicar integralmente à atividade, em um tempo em que o consumo de água de coco na Afonso Pena ainda nem era tradição.
Do estacionamento do Parque das Nações Indígenas ao ponto famoso no Parque dos Poderes, ele construiu a vida e formou os filhos.
Em 2014, o Lado B acompanhou a inauguração do Quiosque do Poeta (hoje Container do Poeta).
Com o passar do tempo, o cardápio se expandiu e passou a ofertar garapa, pão de queijo e produtos como picolés, mel, castanhas, rapadura, pimentas e compotas.
Raimundo foi velado nesta segunda-feira (21) e sepultado no Cemitério Park Monte das Oliveiras.
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