O motivo que levou Carla Zambelli a pedir autorização para voltar ao Brasil
A ex-deputada federal Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para retornar temporariamente ao Brasil sem ser presa.
O habeas corpus preventivo foi protocolado na segunda-feira (21) pelo advogado Eduardo Maurício, que também atua nos processos de extradição da ex-parlamentar na Itália.
Zambelli pretende retornar ao Brasil para votar na mãe, Rita Zambelli Salgado, candidata a deputada federal por São Paulo pelo Partido Liberal (PL), e voltar à Itália no dia seguinte à eleição.
A ex-deputada deixou o Brasil em junho de 2025 antes de cumprir duas condenações criminais.
Zambelli pede 48 horas no Brasil A defesa propõe que Zambelli permaneça por aproximadamente 48 horas em território brasileiro.
A ex-deputada chegaria ao país em 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, e retornaria à Itália em 5 de outubro, um dia depois da votação.
No documento encaminhado ao Supremo, a defesa apresenta a viagem como uma forma de exercício dos direitos políticos de Zambelli.
“Sua intenção é estar em território nacional para participar do processo eleitoral e exercer seu direito de voto, inclusive em favor de sua própria mãe, candidata no pleito, com posterior retorno à Itália.
Trata-se de decisão pessoal, concreta e temporalmente delimitada, vinculada ao exercício presencial de um direito político”, diz o texto.
Sem uma decisão judicial que impeça sua prisão, Zambelli fica sujeita ao cumprimento das ordens judiciais em vigor caso retorne ao Brasil.
As condenações de Carla Zambelli Zambelli tem duas condenações criminais no Brasil.
Em uma delas , foi condenada a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de documentos falsos, entre eles um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes.
A decisão também determinou a perda do mandato parlamentar e o pagamento de multa.
Moraes foi o relator do processo no Supremo.
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