PF prende suspeitos de chefiar esquema de comércio clandestino de vinhos argentinos no Brasil e apreende 2,3 mil garrafas
PF deflagra operação contra descaminho de vinhos argentinos em cinco estados Um homem e uma mulher foram presos em flagrante no Paraná, nesta quinta-feira (15), suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida no descaminho de vinhos argentinos, que eram revendidos no Brasil.
A operação da Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em cinco estados e no Distrito Federal.
Além do casal, uma terceira pessoa foi detida em flagrante, em Goiás, por posse ilegal de arma de fogo. 🔎 Descaminho se trata da importação ou exportação de mercadorias que são legais no país, mas sem o pagamento de impostos e tributos obrigatórios devidos ao Estado.
É um crime diferente do contrabando, que acontece quando a mercadoria importada ou exportada é proibida por lei no país.
Segundo o delegado Mateus Calabresi Liutti, da Polícia Federal, o casal foi preso em Curitiba.
Os suspeitos são os principais investigados no caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp “Também foram autorizadas medidas patrimoniais, incluindo o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de atingir o patrimônio relacionado à atividade criminosa.
O principal objetivo da operação é reunir provas, individualizar as atividades dos envolvidos, interromper essa estrutura de distribuição e comercialização irregular de vinhos estrangeiros”, explicou o delegado Liutti.
A operação da PF mobilizou mais de 100 policiais e os mandados foram cumpridos nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama (PR); Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); Goiânia e Rio Verde (GO); Vila Velha e Vitória (ES); Teresina (PI); e Brasília (DF).
Vinhos argentinos eram trazidos ao Brasil de forma irregular.
Fotos: Polícia Federal A PF afirma que há indícios de que os bens dos suspeitos eram registrados em nome de familiares e terceiros, para ocultar os verdadeiros proprietários e dificultar a fiscalização.
Empresas de fachada, documentos fiscais falsos e contas bancárias de terceiros estão sendo investigados pela polícia.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Operação começou após apreensão de 4.200 garrafas de vinho A operação da Polícia Federal teve início em março de 2025, após a apreensão de 4.200 garrafas de vinho em um depósito localizado em uma cidade da Grande Curitiba.
A mercadoria, de origem estrangeira, foi avaliada em R$ 900 mil.
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