TREVA LVCE prova que ainda dá para inovar no rock brasileiro em “Recomeço”
Existe algo curioso sobre o rock brasileiro: quase sempre conseguimos reconhecê-lo antes de conseguir defini-lo.
Não há uma cartilha estilística capaz de determinar o que faz uma música soar brasileira dentro do rock.
Não existe um conjunto fixo de timbres, ritmos ou estruturas.
Ainda assim, ouvimos determinadas bandas e pensamos: isso é rock brasileiro .
É nesse terreno amplo e sem fronteiras rígidas que a TREVA LVCE se coloca com “Recomeço” , seu novo single.
Em TREVA LVCE há a urgência de Social Distortion e Bad Religion , a tradição melódica de Garage Fuzz , CPM 22 e The Gaslight Anthem e a sensibilidade de Johnny Cash , Chuck Ragan e City and Colour .
O resultado, porém, não soa como uma coleção de referências.
Soa como uma banda brasileira que absorveu essas linguagens e as reorganizou a partir de sua experiência.
Se reorganizou a ponto de evoluir o nome, antes Treva, para TREVA LVCE.
O rock antes da cartilha “Recomeço” parte de uma sonoridade reconhecível do punk melódico e do rock alternativo, mas é atravessada pelas experiências de seus integrantes: a periferia do Rio de Janeiro, a trajetória seminal no hardcore, a pandemia e a necessidade de continuar por sobre as adversidades.
Aliás, em “Recomeço”, a ideia é essa: começar novamente, não como um acontecimento excepcional, mas como uma necessidade cotidiana.
“Essa música fala muito sobre a minha trajetória.
Cresci na Baixada Fluminense, na periferia do Rio de Janeiro, e foi na música que encontrei forças para enfrentar os desafios e seguir.
Ao escrever essa letra, refleti sobre tudo o que vivi.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.