Paulo Ricardo relembra a “Beatlemania brasileira” de 1986 antes de tocar “Rádio Pirata Ao Vivo” no C6 no Rock
Divulgação O Parque Ibirapuera recebe nos dias 22 e 23 de agosto a primeira edição do C6 no Rock , festival que convida artistas a reencenarem, na íntegra, álbuns que ajudaram a definir o Rock brasileiro dos anos 1980.
Seis dos discos escolhidos completam justamente 40 anos em 2026, e a programação reúne nomes como Titãs (revisitando Cabeça Dinossauro ), Os Paralamas do Sucesso (tocando Selvagem? ), Blitz (com As Aventuras da Blitz ), Ira! (com Vivendo e Não Aprendendo ), Plebe Rude (com O Concreto Já Rachou ) e Marina Lima (com Fullgás ), além de uma homenagem a Rita Lee e outra a Cazuza .
Na tarde de sábado (22/08), às 15h45, Paulo Ricardo sobe ao palco para apresentar um show baseado em Rádio Pirata Ao Vivo , disco que também comemora quatro décadas e que se tornou um dos maiores fenômenos comerciais da história do Rock nacional, com mais de 3 milhões de cópias vendidas.
O TMDQA! já havia contado a história desse álbum em matéria publicada há alguns dias , trazendo o panorama histórico da gravação e da trajetória do RPM.
Desta vez, quem conta essa história é o próprio Paulo Ricardo, em entrevista concedida ao site às vésperas do show.
Continua após o vídeo Por que um álbum ao vivo se tornou o grande marco da carreira do RPM? Para o cantor, o timing do lançamento foi fundamental para o sucesso de Rádio Pirata Ao Vivo .
Ele explica que o disco capturou o “auge” do RPM: A essência do sucesso foi o timing. […] Não é simplesmente um álbum vivo.
Ele captura, é uma polaróide de um momento específico onde o disco é um fenômeno teen pop.
Há uma gritaria enlouquecedora que permeia todo o álbum, essa vibração da galera enche de energia o disco todo.
Esse momento específico é, naturalmente, um fenômeno, uma vibe, uma catarse que só poderia ter sido capturada ao vivo”.
Paulo Ricardo também situa o disco dentro de um movimento maior, cujo início ele credita ao sucesso da Blitz com “Você Não Soube Me Amar”, em 1982, como um marco que “abriu as portas das gravadoras” para o Rock nacional.
O RPM, segundo ele, é um exemplo de como esse movimento atingiu seu ápice: Quando a gente chega, o RPM tem uma grande produção, a direção do Ney Matogrosso, tudo aquilo atinge um auge sobre vários aspectos: de arrecadação, de recorde de público e tudo mais, e o álbum captura isso tudo.
Esse momento não é uma coisa normal.
Não se faz um álbum ao vivo tendo apenas um álbum de estúdio.” Continua após o vídeo A explicação, no entanto, também tem uma raiz bem prática, ligada à própria indústria fonográfica da época.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.