Rússia e Coreia do Norte vão criar uma ‘nova ordem mundial justa’, diz chanceler de Putin
O ministro das Relações Exteriores da Rússia , Sergei Lavrov, disse à chanceler da Coreia do Norte , Choe Son Hui, que seus países estão trabalhando para estabelecer uma “nova e justa ordem mundial”, em mais um sinal de aproximação entre os países.
Lavrov afirmou que Moscou pretende ampliar a cooperação com Pyongyang em diferentes áreas e contribuir para a segurança regional e internacional, informou a agência de notícias norte-coreana KCNA nesta terça-feira, 18.
Segundo o chanceler russo, os dois governos trabalham para estabelecer uma ordem baseada na “igualdade genuína” e nos interesses nacionais de cada país.
“A participação de militares do Exército Popular da Coreia nas operações para expulsar a camarilha nazista ucraniana e os mercenários estrangeiros de Kursk é uma prova clara da tradição de amizade militante forjada pelas heroicas gerações anteriores”, declarou Lavrov.
Continua após a publicidade A declaração ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , ordenar a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul poucas horas antes de seu início por considerar que as manobras enviam um sinal “inadequado e hostil” diante de sua boa relação com o líder norte-coreano, Kim Jong-un .
Aliança A aproximação ganhou força depois que a Coreia do Norte enviou cerca de 14 mil militares à Rússia no fim de 2024 para auxiliar as forças de Vladimir Putin na expulsão de tropas ucranianas da região de Kursk.
Continua após a publicidade Também em 2024, Moscou e Pyongyang assinaram um acordo de defesa mútua , que prevê uma cláusula de assistência em caso de agressão externa contra um ou outro dos dois países.
Putin visitou o país aliado na ocasião e, um ano antes, recebeu Kim na Rússia um ano antes.
Em setembro de 2025, os dois se encontraram em Pequim, onde o líder norte-coreano prometeu fazer “tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar” o Kremlin.
O fortalecimento da parceria preocupa a Coreia do Sul e países ocidentais, que temem que Pyongyang esteja recebendo assistência russa para desenvolver seu programa militar em troca do apoio prestado a Moscou.
Na semana passada, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou Continua após a publicidade que até 50 mil soldados norte-coreanos teriam sido mobilizados para lutar ao lado das forças russas.
Segundo fontes ucranianas e independentes, Pyongyang também teria fornecido a Moscou milhões de projéteis de artilharia e morteiros, mísseis balísticos, artefatos de longo alcance e sistemas de lançadores múltiplos de foguetes, algo que nem o regime de Kim Jong-un nem o de Vladimir Putin confirmaram.
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