O que são e como surgiram os bugs de software? E por que eles podem ser cada vez mais devastadores?
Todo mundo já viu um aplicativo travar.
Você fecha, abre de novo e segue a vida.
Mas algumas falhas de programação não terminam assim.
Elas derrubaram foguetes, pararam bancos, cancelaram voos e, em casos extremos, mataram pessoas.
Esses episódios ganharam nome próprio: são os bugs históricos de software .
E entender por que eles importam ajuda a compreender como a tecnologia que usamos hoje ficou (um pouco) mais segura.
O que é um bug, afinal? Bug é um erro no código de um programa.
O software faz exatamente o que foi escrito — só que o que foi escrito não era o que o programador queria dizer.
O computador não erra: ele obedece.
A palavra virou lenda por causa de uma mariposa presa em um computador da Universidade de Harvard, em 1947 , registrada em um caderno de anotações da equipe de Grace Hopper.
O termo “bug” para falhas técnicas, porém, já era usado bem antes, inclusive por Thomas Edison .
Cinco desastres que mudaram as regras Alguns casos entraram para os livros de engenharia justamente porque forçaram mudanças profundas: Mariner 1 1962: a sonda da NASA foi destruída pouco após o lançamento.
A causa apontada foi um erro em uma fórmula transcrita para o código, algo como um símbolo faltando.
Therac-25: uma máquina de radioterapia aplicou doses muito acima do previsto em pacientes.
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