El Niño se intensifica e pode criar armadilha para produtor no início do plantio, alerta meteorologista
Imagem gerada por IA para o Canal Rural O El Niño continua ganhando intensidade no Oceano Pacífico e deve influenciar o clima brasileiro ao longo de setembro, justamente no período em que produtores começam a se preparar para o plantio da safra 2026/27.
A tendência é de fortes contrastes entre as regiões, com excesso de chuva em parte do Sul, precipitações irregulares no Centro-Oeste e temperaturas elevadas em grande parte do Brasil Central.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural , as condições observadas no Pacífico Equatorial indicam o fortalecimento do fenômeno.
O relatório semanal mais recente aponta anomalia média de temperatura próxima de 2 °C em uma das regiões monitoradas, condição que sinaliza um El Niño de forte intensidade.
Além disso, Müller chama a atenção para a presença de uma grande quantidade de água mais quente abaixo da superfície do Pacífico, que ainda pode emergir e contribuir para o fortalecimento do fenômeno.
A expectativa é de que os efeitos do El Niño permaneçam durante a safra 2026/27.
Por outro lado, sinais de águas mais frias próximas à Indonésia podem limitar sua duração no próximo ano, cenário que, se confirmado, seria mais favorável para o ciclo 2027/28.
Chuva de setembro pode criar ‘armadilha’ para o plantio Um dos principais pontos de atenção está no Centro-Oeste.
A previsão indica a chegada de um bom pulso de umidade na segunda semana de setembro, com chuva alcançando áreas de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, além de Paraná, São Paulo e Minas Gerais.
O retorno das precipitações, entretanto, não significa que o período chuvoso estará regularizado.
Segundo Müller, a chuva deve ocorrer de maneira irregular e ser interrompida por novos períodos de tempo seco.
Em Sorriso (MT), por exemplo, há previsão de precipitações nas próximas semanas, mas a segunda metade de setembro tende a ser bastante seca.
“É uma chuva que deve enganar muito, principalmente Mato Grosso e Goiás, porque ela não deve ser contínua durante todo o mês”, alerta o meteorologista.
A expectativa apresentada por Müller é de que as precipitações comecem a se normalizar de maneira mais consistente somente na segunda quinzena de outubro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.