Jovem teve conta bloqueada e mandado de prisão falso após invasão de sistema da Justiça
Fantástico investiga mercado de logins Uma jovem que entrou ainda adolescente em comunidades criminosas na internet teve a conta bancária bloqueada e descobriu que havia um mandado de prisão fraudulento contra ela.
A ordem havia sido emitida em Goiás, embora ela não morasse no estado.
O caso foi revelado pelo Fantástico deste domingo, 1º, que investigou um mercado clandestino de venda de logins e senhas de servidores públicos e autoridades. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Segundo a jovem, os criminosos conseguiram bloquear a conta e o dinheiro que ela tinha.
Na época, o valor era de cerca de R$ 100.
“Bloquearam minha conta.
Bloquearam o valor que eu tinha, que era de R$ 100 na época, e você não consegue desbloquear nem ligando pro banco”, contou.
Ela também relatou que os criminosos podem usar dados obtidos ilegalmente para criar problemas judiciais contra outras pessoas.
“E na maioria das vezes, se eu moro, por exemplo, em tal lugar, eles não vão botar o mandado dessa cidade, vão botar em outro estado.” O Fantástico procurou o Tribunal de Justiça de Goiás e confirmou que, no caso da jovem, a ordem era fraudulenta.
A investigação do tribunal também apontou que o problema não era isolado.
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Reprodução/TV Globo/Fantástico Senhas de magistrados foram roubadas A divisão de inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás investiga o roubo de senhas e logins utilizados para acessar sistemas da Justiça.
Segundo o tribunal, credenciais de servidores e dos próprios magistrados foram usadas para inserir, alterar ou excluir informações.
“Credenciais de acesso subtraídas de servidores ou dos próprios magistrados têm sido utilizadas para poder fraudar, inserir, alterar, não é, ou excluir, inclusive ordens de prisão dos bancos nacionais”, afirmou um representante do tribunal.
Em uma das operações, foram identificadas cerca de 140 adulterações no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
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