Marçal declara R$ 7,4 bilhões ao TSE, pede retificação e alega “erro de digitação”
Pablo Marçal (PRTB), candidato à Presidência da República, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 7,4 bilhões ao registrar sua candidatura no último dia do prazo, em 15 de agosto, e dois dias depois alegou que o valor é um “erro de digitação”, afirmando em entrevista ao canal Brasil Paralelo, no YouTube, que seu patrimônio real é de R$ 149 milhões.
A diferença entre o valor declarado e o que o próprio candidato diz possuir supera R$ 7 bilhões, levantando questões sobre a integridade das informações prestadas à Justiça Eleitoral e sobre a capacidade do TSE de identificar inconsistências dessa magnitude antes de torná-las públicas.
Marçal declara R$ 7,4 bilhões e alega “erro” Pablo Marçal registrou sua candidatura à Presidência pelo PRTB no sábado, 15 de agosto, último dia do prazo legal para apresentação dos pedidos .
No sistema da Justiça Eleitoral, seu patrimônio apareceu registrado em R$ 7,4 bilhões .
Na segunda-feira seguinte, o candidato foi a público contestar o próprio dado que seu partido havia submetido.
Em entrevista ao canal Brasil Paralelo, no YouTube, Marçal afirmou que o patrimônio real dele caiu R$ 20 milhões desde 2024 e que agora ele tem um total de R$ 149 milhões, segundo apuração do Brasil Paralelo.
“É óbvio que é um erro de digitação”, declarou, atribuindo a falha ao TSE ou ao próprio partido.
Ele também sugeriu que o tribunal deveria importar os dados diretamente da declaração do Imposto de Renda, em vez de depender de digitação manual.
Ao Estadão, Marçal confirmou que o valor está errado e que já solicitou a correção dos dados junto à Justiça Eleitoral, sem detalhar, naquela ocasião, qual seria o montante correto.
A explicação de “erro de digitação” para uma divergência de mais de R$ 7 bilhões não é protocolo neutro: é uma alegação que, se aceita sem escrutínio, isenta o candidato de qualquer responsabilidade sobre informação falsa prestada à Justiça Eleitoral.
O TSE não se manifestou publicamente sobre o caso até o fechamento desta reportagem.
A discrepância e o histórico patrimonial O valor de R$ 7,4 bilhões declarado inicialmente representa um crescimento de 4.276% em relação ao patrimônio de R$ 169,5 milhões que Marçal informou em 2024, quando disputou a Prefeitura de São Paulo sem chegar ao segundo turno.
Mesmo o valor que ele agora afirma ser o correto, R$ 149 milhões, é inferior ao declarado naquela eleição municipal, o que, segundo o próprio candidato, refletiria uma queda patrimonial de R$ 20 milhões no período.
A composição dos bens declarados inicialmente reforça a estranheza dos números.
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