Dino aperta o cerco e prazo para partidos explicarem atuação em emendas está no fim
Os partidos políticos com representação no Congresso Nacional têm até esta quarta-feira (19) para responder ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a possível atuação de suas direções na definição e execução de emendas parlamentares.
A determinação foi expedida em 15 de julho, com prazo de dez dias úteis, mas a contagem só foi retomada em agosto após o recesso do Judiciário.
Dos 21 partidos intimados, pelo menos 16 já haviam encaminhado informações ao STF até domingo (16).
A investigação busca esclarecer se as cúpulas partidárias exercem influência sobre recursos cuja indicação, por lei, é prerrogativa exclusiva de deputados e senadores.
O que Dino quer saber e o que os partidos já disseram O centro da investigação é a possível distância entre o que a lei diz e o que ocorre na prática.
A legislação atribui a deputados e senadores a prerrogativa de apresentarem e indicarem emendas parlamentares.
Dino quer saber se, apesar disso, as direções partidárias operam com algum tipo de influência sobre a escolha ou a distribuição desses recursos.
Para isso, o ministro determinou que as legendas informem se seus dirigentes têm acesso a reservas, cotas ou instrumentos internos que permitam interferir na distribuição dos recursos, quem autoriza eventuais indicações, qual a base jurídica dessas práticas e como os procedimentos são registrados e formalizados.
Nas respostas apresentadas até agora, predomina a negação de qualquer interferência formal.
O PRD afirmou que sua presidência nacional não dispõe de cotas, reservas ou emendas cedidas.
O Novo declarou que parlamentares têm autonomia total e que dirigentes não podem indicar beneficiários nem substituir a vontade dos titulares dos mandatos.
O Republicanos informou que a presidência nacional nunca integrou a cadeia decisória das emendas.
O União Brasil negou mecanismo formal ou informal de participação da direção, mas reconheceu haver interlocução com as bancadas para discutir diretrizes políticas gerais.
Já o Progressistas fez uma distinção: seu presidente nacional, Ciro Nogueira, não dispõe de cotas como dirigente partidário, mas, na condição de senador, tem o direito de indicar emendas como parlamentar.
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