PT apoia Motta e articula bloco de até 328 deputados para conter o PL
A federação formada por PT, PCdoB e PV anunciou uma aliança com partidos de centro para ampliar a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados a partir de 2027.
A articulação também pretende reduzir o espaço do PL, que terá a maior bancada da Casa, com 121 parlamentares, apesar da derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
O acordo foi anunciado na terça-feira (27), após uma reunião dos integrantes da federação com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na ocasião, o grupo oficializou, por unanimidade, o apoio à recondução do deputado ao comando da Casa nas eleições internas de fevereiro.
A federação pretende integrar um bloco com União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e PSDB-Cidadania.
A composição poderá reunir até 328 dos 513 deputados federais, caso se confirmem todas as adesões.
Leia também Lula 4: como o governo pretende lidar com Trump e reconstruir a relação com os EUA Nova correlação de forças deverá facilitar condições para que o pragmatismo prevaleça Quem é Rafael Fonteles, reeleito no Piauí e um dos cotados para ser ministro de Lula Fonteles estreou urnas em 2022, quando se elegeu governador derrotando “medalhões” da política local Bloco busca limitar influência do PL O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou que a aliança foi definida para facilitar a aprovação de propostas do quarto mandato de Lula, especialmente nas áreas de direitos sociais, políticas para mulheres e soberania nacional.
A federação terá 88 deputados na próxima legislatura, sendo 70 do PT, 11 do PCdoB e sete do PV.
Sozinha, a bancada está distante dos 257 votos necessários para formar maioria na Câmara.
A negociação com o centro também tem efeitos sobre a distribuição de cargos e o funcionamento das comissões.
Pelo Regimento Interno, o tamanho dos blocos parlamentares influencia a divisão de espaços na Mesa Diretora e nas comissões permanentes.
O que Lula já disse sobre ajuste fiscal e o que falta esclarecer para o 4º mandato O acordo anunciado não prevê a participação de PL, Novo e Missão.
O PSOL ainda não havia confirmado sua adesão.
O apoio das direções partidárias, porém, não assegura que todos os parlamentares votarão com o governo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.