Cabe ao Plenário do STF decidir se Alexandre deve ser investigado no caso Master, sugere Mendonça
Caberá ao Plenário do Supremo Tribunal Federal decidir se o ministro da corte, Alexandre de Moraes, deve ou não ser incluído formalmente entre os investigados do caso Master.
É o que sugere, em decisão desta terça-feira (1º/9), o relator do caso, ministro André Mendonça.
Victor Piemonte/STF Decisão de Mendonça sugere que Plenário do STF deve analisar se Alexandre deve ser incluído em investigação do caso Master Mendonça determinou que novos elementos apresentados pela Polícia Federal sobre uma suposta rede de influência e monitoramento atribuída a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sejam submetidos ao Plenário do STF.
O relator também levantou o sigilo da petição que reúne as informações e afirmou que o caso deverá ser analisado de forma pública e transparente, em sessão presencial.
A data de julgamento, no entanto, depende de uma definição do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
Antes da análise pelo colegiado, Mendonça atendeu o pedido de vista da Procuradoria-Geral da República para manifestação.
Segundo o ministro, porém, independentemente do posicionamento da PGR, os novos elementos deverão ser examinados pelo Plenário.
A petição é um desdobramento das investigações sobre o Banco Master.
De acordo com a decisão, a apuração teve origem em representação da PF e avançou a partir de análises de materiais apreendidos nas fases anteriores da operação.
Mendonça havia autorizado, em fevereiro, que a corporação adotasse seu fluxo ordinário de trabalho para examinar as mídias e realizasse diligências que não dependessem de autorização judicial específica.
Rede de influência Conforme Mendonça, a PF apresentou, durante as investigações, indícios de que Vorcaro teria estruturado uma rede de monitoramento e influência com potencial de alcançar instâncias elevadas de diferentes instituições públicas.
A hipótese investigativa é de que essa estrutura permitiria obter informações sigilosas capazes de orientar decisões estratégicas e até a preparação de uma eventual fuga.
Parte dos indícios surgiu da análise do celular apreendido com Vorcaro.
A PF encontrou diálogos mantidos com uma pessoa que, naquele momento da investigação, ainda não havia sido identificada.
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