Tifanny Abreu e Osasco recorrem à Justiça para disputar competições nacionais
A oposta Tifanny Abreu e o Osasco Voleibol Clube acionaram a Justiça Desportiva para garantir a participação da atleta na Supercopa, disputada nesta sexta-feira (16), e na Superliga 2026/2027.
Na noite de quinta-feira (15), a defesa protocolou um mandado de garantia com pedido de liminar após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) deferir as inscrições das demais jogadoras do clube, mas manter a de Tifanny pendente devido aos critérios de elegibilidade para a categoria feminina.
Com a medida, a assessoria jurídica busca autorização para que a oposta dispute as competições enquanto o caso é analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Segundo o advogado Luís Fernando P.
Novaes, a defesa aguarda o posicionamento do presidente do tribunal sobre o pedido de liminar e o encaminhamento do processo para julgamento.
A urgência do pedido está relacionada ao calendário das competições.
O Osasco enfrenta o Praia Clube nesta sexta-feira (16), às 21h, em São Luís, pela Supercopa, enquanto a Superliga feminina tem início previsto para este fim de semana.
Até o momento, não havia confirmação de uma decisão da Justiça comum que autorizasse Tifanny a entrar em quadra.
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Entenda o caso Desde 2017 na Superliga, Tifanny Abreu está em sua sexta temporada pelo Osasco e foi diretamente afetada pela mudança nas regras de elegibilidade da CBV para a categoria feminina, anunciada em agosto e alinhada à política do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A norma prevê a realização de um teste genético para verificar a presença do gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.
De acordo com os critérios estabelecidos pela entidade, atletas que não comprovarem a elegibilidade exigida ficam impedidas de disputar as competições femininas organizadas pela CBV.
O caso já havia chegado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no início de setembro, quando a defesa apresentou um mandado de garantia.
Na ocasião, o tribunal considerou que ainda não havia um ato concreto da CBV que impedisse a participação da jogadora em competições nacionais.
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