Eu acredito
Ontem foi a entrevista do Lula na TV Globo e perguntaram sobre Banco Master , Vorcaro e sobre ministros do STF envolvidos.
Espero que na entrevista de hoje, com Flavio Bolsonaro, envolvido por todos os poros com Vorcaro, seja questionado da mesma forma.
Até porque o diretor geral de mídia impressa e rádio da Globo, Frederic Kachar, foi demitido nesse dia 15 de outubro por vazamento de suas conversas com Daniel Vorcaro entre outubro de 2023 e julho de 2025.
Essa interação entre o banqueiro presidiário e alta cúpula da Globo deixa evidente o interesse em fazer esses crimes terminarem em “pizza”.
E, para abafar tudo, qual seria a melhor escolha? Sim, o candidato envolvido com crime organizado, lavagem de dinheiro e transações nefastas.
A história recente já mostrou do que a grande mídia é capaz.
Na eleição de 1989, a primeira para presidente após a ditadura, o segundo turno foi entre Lula e Fernando Collor.
No debate da Globo, até colocaram uma pasta vazia para Collor dizer que eram acusações (jamais mostradas) para Lula.
A Globo ajudou e muito a eleger o Collor, que nós caras pintadas, tiramos do poder.
Vou fazer uma breve viagem no tempo.
Votei em 1989, tinha 19 anos, trabalhei como mesária e via pessoas com mais de 40 completamente emocionadas por poderem votar para presidente pela primeira vez.
No primeiro turno votei em Mario Covas e tinha certeza que não votaria no “caçador de marajás”, mas não sentia segurança em Lula.
Um dia antes do segundo turno saí com amigos santistas, entre eles estava o jornalista Renato Rovai (talvez nem se lembre disso), que me falou: olha quem está no palanque com Lula.
E então me dei conta que Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Mario Covas estavam ao lado de Lula e não podiam estar errados.
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