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Perícia acha galão de gasolina dentro do carro de juiz que morreu carbonizado no interior de SP

Por Redação 5News · · com informações de UOL Notícias
Perícia acha galão de gasolina dentro do carro de juiz que morreu carbonizado no interior de SP

Perícia acha galão de gasolina dentro do carro de juiz que morreu carbonizado no interior de SP

A morte do magistrado Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado incinerado dentro de um veículo na zona rural de São João da Boa Vista, no interior paulista, segue cercada de questionamentos. O corpo foi descoberto na noite de quarta-feira, dia 7, por uma testemunha que passava pelo local. Durante o procedimento de perícia inicial no automóvel, peritos localizaram um galão contendo uma substância com acentuado aroma de gasolina, posicionado junto aos pedais e próximo ao assento do condutor. De acordo com o registro de ocorrência policial, não havia sinais visíveis de agressão ou contusões que pudessem indicar um confronto antes da morte.

Achados da perícia no automóvel

A análise preliminar realizada no interior do veículo, um SUV modelo Volvo XC60, revelou detalhes que podem ser importantes para os investigadores. O galão descoberto próximo aos pedais apresentava forte cheiro de combustível, o que levanta questões sobre as circunstâncias que teriam conduzido ao incêndio que destruiu o automóvel. Conforme registrado no boletim de ocorrência, os peritos não identificaram na fase inicial evidências de violência ou agressão física no corpo parcialmente carbonizado. Objetos pessoais do juiz foram encontrados no interior do carro: a aliança continuava em seu dedo, enquanto a carteira permanecia no painel da porta do veículo. Esses achados, segundo relatórios da Polícia Civil, sugerem que não houve ato de roubo ou subtração de pertences. A carteira continha documentos que ajudaram na identificação imediata do corpo, além de uma tatuagem localizada na região do abdômen esquerdo, que serviu como confirmação adicional da identidade do magistrado.

A descoberta e os primeiros socorros

A descoberta do carro em chamas ocorreu na estrada de terra Euclides Dotta, que oferece acesso à Fazenda Aliança, localizada na zona rural de São João da Boa Vista, aproximadamente às 19 horas daquele dia. Um operador de máquinas pesadas que trafegava pelo local pilotando uma retroescavadeira avistou o veículo envolvido em chamas. Na tentativa de apagar o fogo, essa testemunha utilizou a pá mecânica para cobrir o automóvel com terra, arremessando o material inclusive sobre o teto solar, que se encontrava aberto naquele momento. O operador informou posteriormente que não conseguia visualizar o interior do carro devido aos vidros tintados, razão pela qual desconhecia a presença de uma pessoa dentro do veículo durante seus esforços para conter o incêndio. Após suas tentativas iniciais de controle do fogo, o homem retornou à sua residência e notificou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros sobre o incidente. Somente quando foi contatado novamente pelos policiais e voltou ao local é que tomou conhecimento da presença de um corpo no interior do automóvel.

Uma segunda testemunha também transitava pela estrada momentos após a saída da primeira. Esse segundo observador percebeu o material de terra cobrindo o veículo e dirigiu-se até uma unidade fabril próxima para contatar a Polícia Militar. Durante sua observação do carro, notou que a mala havia sido deixada aberta, mas afirmou não conseguir visualizar com clareza se havia alguma pessoa no interior do compartimento. A mesma testemunha relatou ter escutado o som de buzina sendo disparado pelo automóvel, um detalhe que permanecia no local quando as equipes de bombeiros chegaram para controlar o incêndio.

A perícia e a investigação

Após os bombeiros apagarem o incêndio, conseguiram localizar o corpo de um homem no banco do motorista, bastante danificado pelo calor extremo. Equipes do Instituto de Criminalística de São João da Boa Vista foram deslocadas para o local com o objetivo de coletar evidências. No processo de retirada da terra que recobria o corpo, os peritos identificaram o aroma intenso de gasolina e descobriram o galão próximo aos pedais. O registro policial enfatiza que, na avaliação inicial, não se constataram ferimentos decorrentes de armas brancas ou de fogo, tampouco qualquer marca evidente de violência no cadáver. A identificação foi confirmada através da documentação encontrada e da análise de uma tatuagem localizada na lateral esquerda do abdômen da vítima. O corpo foi transferido para o Instituto Médico-Legal para a realização de um exame necroscópico, procedimento que pode fornecer informações determinantes sobre a causa do óbito.

Segundo declarações dos investigadores da Polícia Civil, apenas os resultados da perícia completa poderão elucidar as verdadeiras causas da morte, e reforçam que nenhuma linha de investigação está sendo descartada neste momento. A corporação já iniciou procedimentos para recuperar e analisar material videográfico que possa ter registrado o trajeto do veículo antes do incêndio.

Contexto: o juiz e sua atuação

Gustavo de Castro Campos exercia suas funções como magistrado na 2ª Vara da Comarca de Mococa, localizada na mesma região do interior de São Paulo onde seu corpo foi encontrado. Como integrante do Poder Judiciário, sua morte repentina ganha contornos de relevância pública. A descoberta de um galão de gasolina dentro do carro aumenta as especulações sobre o que teria acontecido, embora a Polícia Civil mantenha a cautela ao evitar apontar conclusões antes da realização de exames mais aprofundados. A presença de um combustível próximo aos pedais, combinada com a ausência aparente de violência, suscita múltiplas interpretações sobre os eventos que precederam o incêndio.

O que acompanhar

Os próximos passos da investigação devem incluir a divulgação dos resultados do exame necroscópico, que pode esclarecer se houve intoxicação, inalação de fumaça ou outras causas de morte. A análise detalhada do galão de gasolina e a investigação de como ele chegou a estar naquela posição dentro do automóvel também são fundamentais. O levantamento de registros de câmeras de vigilância que possam ter capturado o veículo em movimento antes do incêndio pode oferecer pistas sobre o trajeto percorrido. Além disso, depoimentos adicionais de pessoas que possam ter visto o carro ou o magistrado naquele dia poderão surgir conforme a investigação avança, potencialmente revelando circunstâncias anteriores ao descobrimento do corpo carbonizado.

Principais pontos:

• Perícia encontrou galão com odor de gasolina próximo aos pedais do carro do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado morto carbonizado em São João da Boa Vista.

• Análise preliminar não constatou ferimentos ou marcas de violência no corpo, e objetos pessoais como aliança e carteira foram localizados intactos no interior do veículo.

• Duas testemunhas avistaram o carro em chamas e tentaram ajudar: uma usou terra para apagar o fogo sem saber que havia uma pessoa dentro, enquanto a outra ouviu buzina sendo disparada.

• Polícia Civil mantém todas as linhas de investigação abertas e aguarda resultados de perícia completa e exame necroscópico para determinar a causa da morte.

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