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Datafolha gela flavianos pós-blitzkrieg anti-Lula. Mendonça e isenção

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Datafolha gela flavianos pós-blitzkrieg anti-Lula. Mendonça e isenção

Há uma blitzkrieg — nem tão surpreendente, é verdade — de manchetes contra Lulinha que buscam atingir a candidatura de Lula à Presidência.

Se os números do Datafolha de agora estiverem no orbital (um conceito químico sobre elétrons; os mais curiosos pesquisem só depois de terminar a leitura do texto) daqueles do próprio Datafolha de há quase um mês, nada aconteceu: com 47% das intenções de voto no segundo turno, o presidente Lula, do PT, teria oscilado um ponto para baixo em relação a 23 de julho, e Flávio Bolsonaro, do PL, mantido os mesmos 43%.

Os dados foram colhidos nos dias 18 e 19, ouvindo 2058 pessoas em 126 municípios, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

É bem verdade que nos dois dias seguintes, ontem (20) e hoje (21), o festival de produção de manchetes sobre o mesmo assunto mostrou incrível produtividade.

Mas o essencial contra Lulinha já estava em todo lugar.

A revista “Veja”, diga-se, publicou um “VAZAMENTO de uma investigação SIGILOSA” da PF — e não posso deixar de chamar a atenção para o sabor das palavras: “VAZAMENTO DO SIGILOSO” —, e, bem, qualquer operador do direito sabe que não se conseguiria apontar, afinal de contas, qual seria o tipo penal em que incidiram Lulinha, Roberta Luchsinger e mesmo funcionários do governo que se enredaram nas conversas.

Mas muitos dirão que isso é firula jurídica.

Nestes tempos, em que remanescem as tênebras (não escrevi errado…) da Lava Jato, falar em devido processo legal parece coisa de gente que gosta… de firula! Logo aparece alguém para tonitruar: “Temos de fazer Justiça!” Ora, é claro que temos.

Que tal fazê-la segundo a Justiça? Ou viramos agora o paraíso dos linchadores? Nota à margem: no “vazamento sigiloso” de “Veja”, não há jurista “destepaiz” que conseguisse apontar os tipos penais.

SUSPENDA TODOS OS SIGILOS, MENDONÇA Antes que prossiga, insistirei aqui em encarecer ao ministro André Mendonça, que estudou direito em Bauru — cidade que fica na “periferia” da “Caverna do Unhudo”, de Dois Córregos (SP), onde nasci —, que RETIRE O SIGILO DE TUDO: dos dois inquéritos que têm Lulinha como alvo, que estão sob sua relatoria; de outro sobre o “Dark Horse”, em que o investigado é Flávio e também das apurações que dizem respeito ao advogado Willer Tomaz.

Diga-me, ministro, sem querer ser a mosca na sua sopa, quem sairia perdendo com isso.

Note: o festival de vazamentos seletivos teria fim, e todos poderiam ter acesso a tudo, não é mesmo? Adicionalmente, faço um convite a Flávio e a Lulinha: tornem públicos seus respectivos sigilos.

Se bem que o do filho do presidente já foi quebrado pelo próprio ministro, foi mandado para a praça pública pela CPMI do INSS, e, bem…, nada havia lá.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.

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