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Família de estudante morto pela PM não recebeu reparação, diz governo

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Família de estudante morto pela PM não recebeu reparação, diz governo

O governo brasileiro informou à Organização das Nações Unidas ( ONU ) que a família do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta , morto durante uma abordagem da Polícia Militar (PM) de São Paulo em novembro de 2024 , não recebeu até o momento qualquer indenização , pedido público de desculpas ou oferta individualizada de apoio psicossocial em razão da morte do jovem.

A informação consta de uma resposta enviada pelo Estado brasileiro ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos ( ACNUDH ), na última semana.

O documento foi elaborado após uma comunicação dos relatores especiais da ONU para racismo e execuções extrajudiciais, que questionaram o governo sobre a morte de Marco Aurélio e sobre possíveis violações de direitos humanos no caso.

Marco Aurélio tinha 22 anos e era estudante de medicina .

Ele foi abordado por PMs em 20 de novembro de 2024, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

Segundo a carta enviada pela ONU ao governo brasileiro, imagens das câmeras corporais dos policiais indicariam que não havia fundamento objetivo para a abordagem .

Mesmo assim, os agentes perseguiram o estudante até um hotel, onde ele foi baleado e morto De acordo com o relato encaminhado à ONU, Marco Aurélio estava desarmado e, antes de ser baleado, não houve tentativa de controle da situação ou emprego de meios menos letais por parte dos PMs.

Imagens do hotel mostram, segundo os relatores, um policial segurando o jovem e chutando-o antes do disparo.

O estudante foi levado ao Hospital Ipiranga , mas não resistiu aos ferimentos.

Os relatores também apontaram dificuldades enfrentadas pela família para ter acesso às investigações, atrasos processuais e questionamentos sobre a atuação dos policiais envolvidos.

A comunicação menciona ainda que os agentes teriam continuado a exercer atividades policiais armadas nas proximidades da família e a receber salários durante o andamento do processo.

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Governo diz que PMs estão afastados Na resposta enviada à ONU, o governo brasileiro apresentou uma versão diferente sobre a situação dos policiais .

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo ( SSP ), os dois PMs envolvidos foram afastados das funções operacionais e são alvo de um Processo Administrativo Disciplinar ( PAD ), que ainda está em apuração.

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