Polícia do DF faz buscas contra suspeito de usar 'deepfake' de famosos para vender produto falso contra disfunção erétil; VÍDEO
Vídeo 'deepfake' usa voz e rosto de Almir Sater sem autorização para vender remédio falso A Polícia Civil do Distrito Federal fez buscas, nesta segunda-feira (17), contra um suspeito de integrar uma quadrilha que produz vídeos forjados por inteligência artificial ("deepfakes") de artistas e jornalistas famosos para divulgar e vender medicações falsas contra a disfunção erétil.
Segundo a polícia, o grupo criminoso fez vítimas em todo o Brasil divulgando os vídeos fraudados em redes sociais.
Nas imagens, cantores como Almir Sater e Fagner aparecem, supostamente, recomendando o produto e dizendo que se beneficiaram da medicação (veja um trecho acima).
Tanto os vídeos quanto os remédios comercializados eram falsos, de acordo com as investigações.
A operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos recebeu o nome de "Ilusão Digital".
O mandado foi cumprido com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
"[...] Os rostos e as vozes dos famosos foram indevidamente utilizados para simular um depoimento pessoal no qual eles relatariam, falsamente, sofrer de disfunção erétil, recomendando a aquisição de um produto de suposto tratamento natural", detalha a Polícia Civil do DF.
Potes de produtos sem comprovação científica contra disfunção erétil, vendidos com o uso de 'deepfake' de artistas Polícia Civil do DF/Divulgação Os investigadores conseguiram comprovar que frascos dos "remédios" foram vendidos e entregues a vítimas do Distrito Federal.
Os produtos recebiam nomes como "Erectazil" e "Erec Power".
Lotes desses produtos foram apreendidos e serão periciados.
Até a manhã desta terça, ainda não era possível dizer o que havia nas cápsulas – ou mesmo, se havia ou não algum produto ativo nelas.
"Nós avançaremos na investigação para verificar a natureza desses produtos, se eles trazem malefícios à população e se eles poderiam ser comercializados, e se essas pessoas tinham autorização para tanto.
Isso será objeto da apuração", afirma o delegado-chefe João Guilherme de Carvalho.
O suspeito alvo das buscas foi identificado, segundo a Polícia Civil do DF, pela análise de "vestígios cibernéticos e financeiros do crime".
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