Fazenda mediará negociação de dívida do RJ com BNDES e BB
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que falará com os presidentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, e do BB (Banco do Brasil), Tarciana Medeiros, para ajudar a mediar a conversa do governo do Rio de Janeiro com as instituições financeiras.
"Vou ajudar a mediar para entender se é possível, se for possível, a gente faz", disse Durigan a jornalistas hoje após encontro com a ANJ (Associação Nacional de Jornais).
Na terça-feira (18), o governador interino do Rio, Ricardo Couto, esteve com Durigan na Fazenda para discutir formatos de realocação das dívidas do estado. Segundo ele, as dívidas estão sendo reestruturadas de modo a entregar o estado ao próximo governo "sem dívidas atuais e superavitário".
"O objetivo maior dessa reunião hoje foi ver a reestruturação total da dívida do estado, não apenas dentro da ideia do Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), mas também a reorganização de todo o déficit que nós temos junto às instituições financeiras", disse Couto.
Ele informou que há um déficit bancário com as instituições financeiras de cerca de R$ 26 bilhões e o governo deseja reescalonar esse déficit com juros menores. Segundo o ministro, a ideia é entender qual o espaço nos bancos para fazer essa negociação.
Em maio deste ano, o governo federal autorizou a adesão do Rio ao Propag, permitindo a ampliação do prazo de pagamento das dívidas e uma redução significativa dos encargos financeiros.
Ao mesmo tempo, o programa vincula os benefícios fiscais à ampliação de investimentos estratégicos em áreas essenciais para a população. Após a agenda na Fazenda, o governador interino do Rio seguiu para outra reunião no Ministério da Justiça.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.