Dólar cai a R$ 5,176 e Bolsa sobe puxada por ações da Petrobras e da Vale
O dólar é negociado em baixa hoje, a R$ 5,176, e a Bolsa brasileira tem sessão de alta para o índice de ações Ibovespa, puxado pelo forte desempenho dos papeis da Petrobras e da Vale. Mercados também reagem à divulgação da ata do Fed. No documento, o Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, detalha os motivos que levaram à manutenção dos juros no último encontro de política monetária.
Dólar recuou ante o real. A moeda dos Estados Unidos fechou negociada nesta quarta-feira no comercial para a venda a R$ 5,176, queda de 0,87% em relação ao fechamento de ontem.
Movimento interrompe viés das últimas sessões. O dólar fechou ontem na maior cotação desde 30 de março. A saída de recursos estrangeiro da Bolsa tem enfraquecido o real, apontam analistas.
Ibovespa reage após onze pregões de queda. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 chegou a subir 2,17% às 11h30, para 169.951 pontos. Faltando 20 minutos para o fim da sessão, a variação era menor, de 0,86%, com Ibovespa a 167.784 pontos. O volume negociado foi de R$ 23,7 bilhões. A reação de hoje interrompe sequência de variações negativas: ontem, o indicador caiu 0,27%, para 166.334 pontos , menor patamar desde 20 de janeiro.
Desempenho positivo das ações de maior peso no Ibovespa sustenta a Bolsa. As ações da Petrobras, que representam 12,6% do índice das ações mais negociadas, e da Vale, que respondem por 11% do indicador, avançam com ordens de compra de aplicadores estrangeiros.
A sinalização do Tesouro teve efeito imediato sobre as taxas de juros longas. A recompra anunciada contribui para melhorar o funcionamento do mercado e pode aliviar pontualmente a liquidez dos vencimentos longos. Fernando Saad, analista de alocação e inteligência da Avenue
Com maior liquidez nos Estados Unidos, estrangeiros voltaram a comprar ações no Brasil. Segundo operadores, há movimentação de aplicadores de fora alimentando as ordens de compra das ações com maior peso no Ibovespa. Essa atuação de hoje estanca saídas, que levaram a um saldo negativo de R$ 15 bilhões de retiradas líquidas até 18 de agosto.
Investidor internacional responde por cerca de 60% do giro diário de negócios na Bolsa brasileira. Por isso, quando esse investidor reduz exposição de forma rápida, falta comprador para absorver esse volume, e a correção acaba mais intensa. Por outro lado, quando esse grupo atua na ponta compradora, o viés é positivo para a Bolsa. Até o meio de abril, o saldo das aplicações do capital externo estava positivo em R$ 69 bilhões, quando o viés mudou.
Houve entrada forte de capital no começo do ano, e agora vimos alguma reprecificação de risco e realização de posições nos últimos pregões. Nas próximas semanas, o fluxo vai depender da maior clareza sobre o cenário internacional, a trajetória dos juros e a política econômica que será apresentada para 2027. Fábio Murad, sócio e fundador da Ipê Avaliações
No exterior, petróleo ronda US$ 90 o barril. Os contratos do barril do tipo Brent com entrega em outubro fecharam em alta de 2,65%, a US$ 90,87, ainda perto do maior nível desde 24 de julho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.