Do xadrez à orientação profissional: a fórmula do 1º lugar do Vital Brasil no Enem
Primeiro colocado no ranking do Enem entre escolas paulistanas com mais de 100 alunos, o Colégio Vital Brasil não chegou lá só com conteúdo formal.
Xadrez na grade curricular, orientação profissional em grupo a partir do 2º ano do ensino médio e simulados que começam ainda no 1º ano compõem uma estrutura pensada para formar, ao mesmo tempo, quem vai passar no vestibular e quem vai decidir o que fazer depois dele.
O colégio nasceu com a proposta de aliar desempenho acadêmico a formação integral, que inclui habilidades sociais, emocionais e motoras além das cognitivas. "É um colégio que desperta paixão pelo conhecimento.
Nós acreditamos que, por meio dele, os alunos conseguem realizar os sonhos", diz Suely Nercessian, à frente da direção pedagógica da escola.
Entre as disciplinas da grade está o xadrez, tratado não como atividade extra, mas como ferramenta de desenvolvimento cognitivo e emocional. O jogo trabalha raciocínio lógico, mas também a capacidade de lidar com erro, frustração e antecipação de consequências, habilidades que a escola considera tão relevantes quanto o conteúdo das provas.
A lógica se estende aos projetos do ensino médio, com iniciação a metodologia científica e pesquisas que, segundo a coordenação, chegam a um nível de aprofundamento comparável ao do ensino superior. "A gente tem muito projeto no ensino médio, metodologia científica, projetos incríveis de pesquisa em um nível de excelência já dentro do próprio ensino superior", diz André Rebelo, da coordenação do colégio.
A orientação profissional começa na metade do 2º ano do ensino médio e segue até o fim do 3º, combinando encontros em grupo, pesquisas dirigidas e conversas individuais com a coordenação. A ideia, segundo a escola, não é ajudar o aluno a escolher uma profissão entre centenas, mas a decidir com mais clareza qual caminho seguir.
Foi o que aconteceu com Camila Yumi, ex-aluna que entrou no colégio decidida a cursar medicina. "Eu comecei a ter umas matérias que nunca tinha tido, tipo física e química, que acabei gostando muito mais, que são matérias de engenharia. Então resolvi mudar e fazer engenharia da computação, que estou cursando agora", diz Camila.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.