Duas pessoas não vacinadas na Pensilvânia morrem de sarampo nos EUA
A Pensilvânia registrou duas mortes relacionadas ao sarampo, enquanto o surto no estado se aproxima de 400 casos, informou o Departamento de Saúde estadual.
Ambas as vítimas não haviam sido vacinadas.
Estas são as primeiras mortes relacionadas ao sarampo relatadas nos EUA em 2026 e as primeiras na Pensilvânia em 35 anos.
“Meus mais profundos sentimentos estão com os entes queridos que enfrentam essa perda inimaginável”, disse a Secretária de Saúde, Dra.
Debra Bogen, em um comunicado.
“Como médica, quero garantir que as pessoas entendam que a vacina MMR é segura e oferece a melhor proteção que temos contra o sarampo.” Leia Mais Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta segunda-feira (3) Dia D: Campanha Nacional de Multivacinação começa neste sábado (22) Dia D da multivacinação ocorre hoje em todo o Brasil As mortes ocorrem em um momento em que o Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F.
Kennedy Jr., lidera os esforços para implementar mudanças drásticas nas recomendações federais de vacinação, incluindo a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR).
Durante o mandato de Kennedy, as taxas de vacinação continuaram a cair em todo o país, deixando mais crianças vulneráveis a doenças evitáveis .
Em 2021, Kennedy – que na época liderava a organização antivacina Children’s Health Defense – visitou o condado de Lancaster, onde minimizou seu próprio caso de sarampo na infância e alimentou o medo das vacinas, sugerindo que elas causavam autismo e doenças autoimunes.
Na terça-feira, Kennedy ligou para o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, para oferecer ajuda de funcionários federais no combate ao sarampo, mas Shapiro disse que recusou porque acreditava que o estado poderia lidar com a situação com seus próprios recursos.
Ele também afirmou ter dito a Kennedy que a desinformação que ele espalhou sobre as vacinas estava tendo repercussões.
“Espalhar desinformação tem consequências reais.
Assustar as pessoas e não confiar em médicos e profissionais de saúde qualificados para fornecer informações imparciais aos pais, para que possamos tomar decisões sensatas para nossos filhos, também tem consequências reais”, disse Shapiro em uma coletiva de imprensa.
“Compartilhar teorias da conspiração e desinformação não ajuda a causa da saúde pública, e deixa as pessoas menos saudáveis e menos seguras, além de colocar os pais em uma posição em que fica mais difícil para nós cumprirmos nosso papel de proteger nossos filhos”, acrescentou.
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