Médica alvo de operação contra falsificação de diplomas de medicina tem prisão mantida em audiência de custódia
Médica que atuava na BA está entre presos durante operação contra grupo que falsificava diplomas de medicina Reprodução/Redes Sociais A médica alvo de mandados judiciais em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, durante uma operação contra um grupo suspeito de falsificar e vender diplomas de medicina, teve a prisão preventiva mantida pela Justiça Federal durante audiência de custódia.
A informação foi confirmada ao g1 pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14).
A sessão que avaliou o caso da suspeita, identificada como Aline Candice Carlos Magalhães, aconteceu na quinta (13).
O g1 entrou em contato com a defesa da médica, mas não havia conseguido resposta até a última atualização desta reportagem. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Como não há presídio feminino na região, a médica foi levada para o Complexo Policial de Barreiras, cidade vizinha a Luís Eduardo Magalhães, onde segue presa, até esta sexta-feira.
Agora no g1 Ainda conforme informou a PF, um pedido de habeas corpus a favor da investigada foi solicitado pelos advogados da dela e aguarda apreciação da Justiça.
Relembre o caso Segundo as investigações, a mulher, que se transferiu de São Paulo (SP) para a Bahia após se formar no estado, estava envolvida no esquema.
Ela foi alvo de um mandado de prisão preventiva na quarta (12), quando a ação foi deflagrada.
Conforme informou a PF, além de diplomas, o grupo vendia outros documentos acadêmicos falsos, que eram usados para facilitar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de medicina.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão contra os investigados.
A operação foi deflagrada em Luís Eduardo Magalhães e Barreiras, no oeste baiano, e em Montes Claros e Bocaiuva, no norte de Minas Gerais.
Investigação Conforme a PF, a investigação começou em 2023, depois que o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) identificou um diploma falso apresentado para a obtenção de registro profissional e comunicou o caso à corporação.
Na época, uma mulher de 33 anos, que exercia a medicina em Cacique Doble (RS), apresentou um diploma falso de medicina do Centro Universitário Funorte, de Montes Claros (MG).
A fraude foi descoberta durante o processo de verificação da documentação apresentado ao conselho.
A partir desse caso, os investigadores identificaram indícios de uma rede especializada na produção e comercialização de documentos acadêmicos falsificados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Minas Gerais.