Departamento de Estado dos EUA nega ter um plano para impedir reeleição de Lula
EUA publicam vídeo sobre doutrina e falam em domínio sobre as Américas O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou ao g1 nesta quinta-feira (13) ter um plano para impedir a reeleição do presidente Lula, e afirmou que respeitará "qualquer governo" que for eleito em outubro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o blog do Valdo Cruz, a equipe de Lula acredita que o secretário Marco Rubio quer evitar a reeleição do presidente brasileiro.
Questionado pelo g1 sobre o tema, uma fonte do órgão norte-americano afirmou que a avaliação do Planalto não corresponde à realidade.
“Damos grande importância à relação com o Brasil.
Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente, por meio de eleições livres e justas no Brasil.
E nós [EUA] temos respeitado e mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil, e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, afirmou a autoridade, sem mencionar explicitamente o nome de Rubio.
Apesar da negativa, a menção a "eleições livres e justas" já foi usada em declarações anteriores do governo Trump para questionar pleitos em outros países.
O sistema eleitoral brasileiro, por sua vez, é comprovadamente livre e as urnas eletrônicas são seguras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo assessores de Lula, a sensação de que Rubio teria um plano dessa natureza foi reforçada após o governo Trump divulgar um vídeo dizendo que o domínio dos EUA em toda a América "nunca mais será questionado" (veja vídeo no início da reportagem).
Marco Rubio e Lula Kevin Lamarque/Reuters; Adriano Machado/Reuters O Brasil e os Estados Unidos enfrentam uma fase de crise diplomática em meio à aproximação das eleições presidenciais, marcadas para o primeiro e terceiro finais de semana de outubro.
Entre os fatores que estremeceram as relações entre os dois países nas últimas semanas estão: Uma montagem de Lula algemado e vendado no lugar do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, que foi preso pelos EUA em janeiro; Sanções contra autoridades brasileiras, como o cancelamento do visto da embaixadora brasileira em Washington, e com a aplicação da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes em 2025; Sucessivos tarifaços contra o Brasil e produtos brasileiros; Rubio é tido como uma das principais autoridades do segundo mandato de Donald Trump e a mente por trás da nova etapa da Doutrina Monroe que os EUA buscam aplicar no Hemisfério Ocidental para dominar a América Latina —sob ameaça de uso de militar para quem não coopere.
Ele também seria o pivô da crise com o Brasil, segundo especialistas ouvidos pelo podcast O Assunto.
Em alguns momentos, o secretário de Estado também tem adotado um posicionamento mais inflamatório, como quando trocou farpas com Lula.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.