A quem interessar possa (por Por Cid Benjamin)
Recebi em 7/8/2026, pela segunda vez, a visita de uma oficial de Justiça, por iniciativa da senhora Clara Ant, assessora da Presidência da República, por quem estou sendo processado.
O motivo foi tê-la apontada num post de maio no Facebook como representante extraoficial do Estado de Israel — afirmação de natureza política que não deveria incomodar uma militante sionista, como ela.
Registre-se que não imputei a prática de qualquer crime à senhora Ant.
Mas seu comportamento repete uma prática comum aos sionistas — tentar inibir críticas ao Estado de Israel com a ameaça de processos judiciais com pedidos de indenização ou de prisão.
Na minha já não tão curta vida, é a segunda vez que estou sendo levado aos tribunais.
A primeira foi em maio de 1970, em plena ditadura, no governo do general Garrastazu Medici, quando estava preso numa solitária no DOI-Codi, do I Exército, no Rio de Janeiro.
Lá pelas tantas, as torturas foram interrompidas, fui vestido com roupas de outros presos, pois estava nu e já não tinha mais as minhas próprias roupas.
Levado pelos militares a um local desconhecido, só depois soube que era a 1ª Auditoria do Exército.
Lá estavam integrantes do DOI-Codi, alguns dos quais tinham me torturado, e um juiz togado, ladeado por quatro militares fardados.
Os cinco compunham a corte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.