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‘Acampamento Miasma’ diverte ao ironizar filmes de terror preconceituosos

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‘Acampamento Miasma’ diverte ao ironizar filmes de terror preconceituosos

Um adolescente destoa dos colegas de um acampamento de verão ao trocar as vestes de rapaz por vestidos femininos durante metade da semana.

Enojada e preconceituosa, a garotada o afoga no lago.

Ele, porém, retorna como uma entidade imortal e vingativa.

A história peculiar é a base de uma franquia fictícia de terror, que tem os bastidores explorados no filme Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte (Teenage Sex and Death at Camp Miasma, Estados Unidos, 2026), já em cartaz nos cinemas.

Após décadas e inúmeros filmes, a saga envelheceu mal.

Para revitalizá-la, o estúdio responsável pelo título contrata a cineasta independente Kris, papel de Hannah Einbinder.

Jovem, lésbica e antenada, ela é incumbida de atualizar a trama de acordo com uma cartilha de correção política assumidamente “ woke ”.

A comédia irreverente venceu a Palma Queer na mais recente edição do Festival de Cannes.

Essa produção se conecta a alguns filmes do passado que têm personagens marcantes, especialmente psicopatas, piscando para o universo gay.

Norman Bates, de Psicose (1960), se vestia de mulher, assim como Buffalo Bill de O Silêncio dos Inocentes (1991) — este, um assassino que criava uma “roupa” de pele feminina para si.

Em 1983, Acampamento Sinistro fez sucesso com uma assassina que enlouquece ao ser forçada a trocar de gênero.

Como um reflexo da época em que foram produzidos, esses clássicos, vistos pelos olhares de hoje, soam como um festival de preconceitos e estereótipos.

PONTO DE VISTA - Kris e Billy (à dir.): paixões distintas pela mesma obra MUBI/.

Miasma não incorre no mesmo erro e, do ponto de vista de ousadia, vai muito além de seus antecessores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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