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“Meu lugar é no palco”

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“Meu lugar é no palco”

Quando ainda cambaleava, arriscando os primeiros passos, dizia para meu pai que era uma “bairalina”, trocando o “r” pelo “l”.

A brincadeira, da qual só me lembro por ter sido captada em vídeo por minha mãe, ganhou ares mais sérios quando decidi entrar na aula de dança oferecida pelo meu colégio.

Na época, já tinha 6 anos.

Era uma forma de canalizar a energia que não me deixava parada.

Marina Mancini, minha professora e coreógrafa até hoje, que é do Momentum — Arte em Movimento, me convidou para fazer aula na escola dela e, a partir daí, minha vida mudou.

Mesmo tendo pouca idade, duvido que seguirei outra profissão.

Virei bailarina.

Viver da dança, de preferência em uma grande companhia do mundo, é um sonho que tenho, mesmo sabendo que terei de me dedicar para alcançá-lo.

Uma parte dele já se realizou: acabo de participar do Festival de Joinville, considerado o maior do mundo em número de participantes, e arrematei o primeiro lugar na categoria solo contemporâneo em meia-ponta, que vai dos 10 aos 12 anos.

Foi uma emoção sem palavras.

Antes de chegar lá, passei dois anos tentando, sem sucesso, me classificar.

Para ser selecionada, é preciso enviar um vídeo para os jurados.

Se não gostarem do que foi apresentado, acabou.

É necessário muita técnica, controle do corpo e domínio da coreografia para conseguir uma chance.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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