Rio Paraná esconde naufrágios, armas e histórias de batalhas em rota de aventura
O Rio Paraná é o cenário de uma das maiores aventuras de ecoturismo do Brasil.
Entre águas, ilhas, áreas de preservação e cidades históricas, a Rota dos Pioneiros percorre entre 388,8 e 407 quilômetros e pode levar de 16 a 27 dias para ser concluída.
Considerada a maior trilha aquática do país, a rota conecta o Parque Estadual do Morro do Diabo, em São Paulo, ao Lago de Itaipu, no Paraná, passando por 18 municípios de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
A rota é dividida em três regiões e oito setores.
O percurso pode ser feito integralmente ou em trechos, permitindo que o visitante escolha a distância e o tempo de viagem de acordo com seu planejamento.
O caminho passa por Teodoro Sampaio, Euclides da Cunha Paulista e Rosana, em São Paulo; Taquarussu, Jateí, Naviraí, Itaquiraí, Eldorado e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul; e Terra Rica, Diamante do Norte, Marilena, São Pedro do Paraná, Querência do Norte, Icaraíma, Altônia, Guaíra e Mercedes, no Paraná.
A identidade visual da rota traduz a proposta da aventura.
O símbolo combina o formato tradicional de uma pegada de bota com um bote ou caiaque atravessado por um remo, representando a integração entre os trechos aquáticos e terrestres.
Um rio que guarda séculos de história Muito antes de atrair turistas e aventureiros, a região do Rio Paraná e de seus principais afluentes, como Ivinhema, Piquiri e Paranapanema, foi cenário de disputas territoriais, missões religiosas, deslocamentos indígenas e conflitos militares.
Na época da colonização, a área pertencia à Coroa espanhola e era ocupada por povos indígenas, entre eles guaranis, caiouás e caingangues.
Rota histórica de 1923 volta a ser percorrida por motociclistas no Paraná Um dos capítulos mais marcantes ocorreu em 1556, com a fundação da Ciudad Real del Guairá, próxima à foz do Rio Piquiri.
A partir de 1610, jesuítas passaram a instalar missões permanentes na região, entre elas San Ignacio Miní e Loreto.
O território do Guairá chegou a reunir 18 missões e cerca de 200 mil indígenas.
O êxodo que levou milhares de indígenas pelos rios Em 1631, os ataques de bandeirantes paulistas, entre eles Raposo Tavares e Manuel Preto, provocaram o chamado Êxodo Guairenho.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.