Aporte de R$ 6 bi aos Correios é para correção de rota e reestruturação, diz ministro
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou nesta segunda-feira (31) que o aporte de R$ 6 bilhões nos Correios previsto pelo governo não representa uma “simples” transferência de recursos à estatal, mas uma medida para viabilizar a reestruturação da empresa.
“No caso dos Correios, não se trata de fazer um Pix de R$ 6 bilhões.
Ao contrário, trata-se de construir um processo de correção de rota na estatal.
Quando olhamos para os resultados que foram publicados no fim de semana, temos vários resultados importantes, as medidas estão em operação e o caixa está melhorando”, afirmou o ministro durante evento do BTG Pactual.
Segundo Moretti, os recursos serão a contrapartida para que a empresa se reestruture, volte a competir no mercado e recupere sua capacidade operacional.
Leia também Correios caminham para encerrar o ano com pior resultado da história Estatal teve prejuízo de R$ 5,5 bi no primeiro semestre.
Empresa aponta sinal de avanço no desempenho de abril a junho.
Proposta orçamentária de 2027 prevê aporte bilionário O ministro afirmou que a estatal já vem implementando medidas de gestão, como um programa de demissão voluntária (PDV), e afirmou que o Ebitda e o caixa estão apresentando desempenho melhor que o projetado.
Moretti disse ainda que a capitalização só foi possível dentro do Orçamento de 2027 porque o governo realizou uma revisão das despesas obrigatórias, ampliando a margem para gastos discricionários.
O aporte de R$ 6 bilhões, segundo ele, estará integralmente previsto no Orçamento, dentro da meta de resultado primário e do limite de despesas.
O ministro ressaltou que a operação difere de capitalizações realizadas anteriormente fora da regra fiscal.
“Não é que os R$ 6 bilhões sejam suficientes, muito pelo contrário, o que é importante é que a gente tome medidas de gestão nos Correios, que possam competir no mercado e volte a ser uma empresa forte”, afirmou.
Bruno Moretti reforçou ainda que, para o Orçamento de 2027, o governo trabalha com instrumentos já aprovados, visando a contenção dos gastos públicos.
Os gatilhos operando conjuntamente retiram das despesas obrigatórias cerca de R$ 20 bilhões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.