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Economia

Secretário do Tesouro dos EUA testa credibilidade ao defender agenda econômica no G20

InfoMoney ·
Secretário do Tesouro dos EUA testa credibilidade ao defender agenda econômica no G20

O verão intervencionista do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já provocou reações e levantou dúvidas sobre sua credibilidade nos mercados financeiros.

Agora, ele enfrenta um novo teste diante de seus pares globais.

Antes da reunião dos ministros de Finanças do G20 em Asheville, na Carolina do Norte, nesta segunda-feira, Bessent prometeu recolocar no centro das discussões entre os principais formuladores de política econômica do mundo o tema do crescimento.

“Estamos realmente promovendo uma agenda americana de crescimento para o resto do mundo”, disse à CNBC neste mês.

O desafio para Bessent ao defender essa mensagem é que as maiores ameaças ao crescimento global neste ano vieram justamente da alta dos preços da energia e de outras consequências da guerra do presidente Donald Trump contra o Irã.

Soma-se a isso o impacto das tarifas dos EUA, que voltaram ao foco com o início de uma nova guerra comercial contra o Canadá, também integrante do G20.

Em comunicado divulgado antes do encontro, o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou que pretende defender o fim de conflitos economicamente prejudiciais, incluindo disputas tarifárias e as guerras no Irã e na Ucrânia.

“Tudo isso é veneno para o desenvolvimento econômico mundial”, disse Klingbeil.

Leia também O efeito Trump: eleições adicionam novos riscos às ações que o governo possui Com as eleições de meio de mandato se aproximando e ações judiciais contra o governo avançando, o “Trump put” das estatais pode estar com os dias contados.

EUA treinam forças polonesas em exercício com drones inspirado na guerra na Ucrânia O exercício também testa a capacidade das tropas de operar sem serem identificadas por civis e de evitar a vigilância de drones Enquanto Bessent vê a desregulamentação ao estilo americano como a chave para impulsionar o crescimento, uma autoridade europeia ouvida pela Bloomberg afirmou que medidas desse tipo teriam impacto limitado em um mundo cada vez mais instável por causa das ações dos próprios Estados Unidos.

Também estão no radar de muitos dos colegas de Bessent suas intervenções recentes para fortalecer o iene, reduzir os custos de financiamento de longo prazo e ameaçar com novas sanções qualquer um que faça negócios com o Irã.

Os mercados ainda têm dúvidas sobre a eficácia das duas primeiras medidas, enquanto a terceira pode atingir integrantes do G20, como China e Índia, além de instituições financeiras europeias. ‘Provavelmente imprudente’ Sushil Wadhwani, gestor de investimentos e ex-diretor do Banco da Inglaterra, afirmou que a intervenção de Bessent no mercado de títulos, considerada pouco convincente, pode ter consequências.

“Tentar enfrentar o mercado com uma pistola de água provavelmente é imprudente”, disse Wadhwani.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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