Especial IT Forum 35 anos: CTO do Bradesco fez da lógica o caminho para liderar a transformação tecnológica
Na feira, antes que o feirante terminasse de apertar os botões da calculadora, Cíntia Barcelos já tinha a resposta.
O pai transformava compras corriqueiras em exercícios: quantas unidades, quanto custaria, qual seria o troco.
Doutor em física, ele fazia contas de cabeça e incentivava a filha a fazer o mesmo.
A menina gostava.
Anos depois, resumiria aquela inclinação como aptidão por “matemática, lógica e resolução de problemas”.
A brincadeira acabaria levando-a aos data centers e, três décadas mais tarde, à inteligência artificial (IA).
Leia mais: Especial IT Forum 35 anos: CIO da MBRF viu tecnologia deixar os silos e provar seu valor para o negócio Cíntia Barcelos escolheu o bacharelado em Engenharia Eletrônica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) porque queria uma formação que abrisse possibilidades.
Foi na faculdade que descobriu a computação.
Passou por projetos de iniciação científica em Engenharia Biomédica e Civil até ingressar na IBM como estagiária.
A TI que ela conheceu ficava, literalmente, escondida.
Os sistemas estavam em data centers e o que era crítico rodava em mainframes.
Cíntia trabalhava com infraestrutura: servidores, sistemas operacionais, armazenamento e redes.
“Era a época em que todo mundo ainda usava terno.” Debaixo do ar-condicionado frio o suficiente para manter os equipamentos funcionando, sempre havia alguém disposto a emprestar um paletó a ela.
O modo de construir tecnologia era igualmente distante do atual.
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