Candidatos a governador de SP assinam pacto do TRE; PSTU recusa
Os candidatos ao governo de São Paulo e representantes das chapas que disputam as eleições de 2026 participaram nesta 4ª feira (19.ago.2026) de reunião com o presidente do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), desembargador José Antonio Encinas Manfré.
O encontro teve como objetivo tratar de temas relacionados ao processo eleitoral e apresentar o “Compromisso pela Democracia”, iniciativa do tribunal para reduzir os efeitos da disseminação de desinformação contra a democracia e a Justiça Eleitoral.
Participaram presencialmente Tarcísio de Freitas (Republicanos), Márcio França (PSB), vice na chapa de Fernando Haddad (PT); Vivian Mendes (UP), Edjane Lima (Agir) e uma representante de Fabiana Medrado (PCB).
A vice da chapa do PSTU, Renata França, não assinou o documento e entregou uma carta ao presidente do TRE-SP com as razões de sua decisão.
Tarcísio afirmou que apoiará a iniciativa do tribunal e se comprometeu a defender a democracia e a divulgação de informações corretas durante a campanha.
“Pode ter certeza que vocês vão contar conosco na defesa da democracia, pela difusão das informações corretas, por um debate que traga ao cidadão as informações necessárias para a formação da convicção” , afirmou.
O governador disse ainda que é preciso “louvar a Justiça Eleitoral também pelo grande trabalho de preparação, pelo trabalho logístico.
Não é fácil montar uma eleição no Estado desse tamanho, maior eleitorado do Brasil, com tantas seções, tantos municípios.” Márcio França também destacou a importância da Justiça Eleitoral e afirmou que o processo eleitoral brasileiro é respeitado internacionalmente.
Ao tratar da atuação de agentes públicos durante a campanha, chamou atenção para a necessidade de evitar o uso da estrutura do governo para fins eleitorais.
“O tempo, o horário do servidor público, de um instante que ele está lá com o seu público, ele tem que ter a noção de que aquele tempo não é dele, não é permitido que ele faça qualquer coisa do ponto de vista eleitoral dele, porque aí sim desequilibra muito o processo”, declarou.
Vivian Mendes afirmou que a UP assinaria o compromisso e relacionou a adesão à defesa da democracia e do socialismo.
Também citou preocupação com ameaças à soberania brasileira e afirmou que a legenda pretende combater a desinformação durante a campanha.
Renata França, do PSTU, afirmou concordar com o combate à desinformação e com o respeito ao resultado das urnas, mas criticou o que considera desigualdade entre os candidatos no acesso à televisão, ao rádio e aos debates eleitorais.
Por isso, não assinou o documento e entregou uma carta ao presidente do TRE-SP.
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