Maitê Proença revela bastidores conturbados de saída da Globo após 40 anos: “Poderia ter destruído a vida”; assista (Foto: Reprodução/ Youtube)
Maitê Proença relembrou a forma como aconteceu sua saída da TV Globo após quatro décadas de relação com a emissora. Em entrevista ao programa da coluna GENTE, da revista Veja, publicada nesta segunda-feira (24), a atriz de 68 anos classificou a demissão como “conturbada” e revelou como recebeu a notícia de que não teria seu contrato renovado.
“Não foi (uma saída) tranquila, foi conturbada. Entrei com 20 anos, fui mandada embora com 60. E não tinha carta, não tinha aviso prévio, não tinha fundo de garantia, não tinha nada. Se não fosse uma pessoa com alguma disciplina financeira, poderia ter destruído a vida” , declarou.
Michael: Jaafar Jackson revela se sequência vai abordar acusações contra Michael Jackson Jovem revela, um ano depois, gesto de Olivia Rodrigo que a ajudou a se formar na universidade; assista Segundo Maitê, ela estava entre os primeiros artistas mais antigos dispensados naquele período e chegou a tentar conversar com pessoas da emissora. “Eu fui a primeira (dessa leva de demissões dos mais antigos). Depois eu acho que eles foram aprendendo a fazer menos ‘atabaolhadamente’. Mas foi muito feio. Foi muito feio… Eu soube por uma fofoca de jornal, da imprensa marrom. Tinham me dito que eu ia ficar. Tinha acabado de fazer ‘Liberdade, Liberdade’, sucesso de personagem. E me falaram: ‘Não, fica tranquila que você fica’. E foi assim. Tentei conversar, não consegui, nem com as pessoas que me recebiam em casa e que eu já tinha chamado para minha casa” , contou.
A atriz também refletiu sobre os vínculos criados ao longo dos anos e admitiu que sentiu o rompimento não apenas profissionalmente. “A Globo como empresa, como local onde tive imensos prazeres, personagens extraordinários, as equipes com quem a gente trabalhou, isso acabou” , afirmou.
Maitê se emocionou ao recordar a proximidade com profissionais dos bastidores e a relação de confiança desenvolvida durante as gravações. “Aquelas pessoas com as quais você trabalha de forma recorrente, ‘gente que fica te observando’… Aquele sujeito, o câmera que está no escuro vendo você no momento da sua maior vulnerabilidade, na hora em que você vai entrar em cena, naquela hora que você está super disposta… Você não sabe se vai lembrar o texto, se vai conseguir desempenhar aquele momento de grande emoção, como vai fazer aquela cena” , explicou.
“Você ensaiou por três minutos, tudo a toque de caixa, rapidinho, ‘vamos embora e agora estamos gravando’. Ele viu você naquele momento. Ele sabe exatamente o que você vai fazer… São essas pessoas que fazem o negócio valer. É a camareira que está do teu lado na hora que acontece uma qualquer coisa, na hora que uma grande discussão… Já chorei muito em camarim, mas não sou muito chorona, agora estou mais do que era” , completou.
Durante a entrevista, a veterana ainda deu sua opinião sobre a queda de audiência da Globo e citou a saída de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, do comando da emissora como um momento importante dessa transformação.
“A saída do Boni atrapalhou muito. Boni era um intuitivo, conhecia tudo. Aprendeu sozinho, mas aprendeu muito, sabia muito, sabe, até hoje.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em hugogloss.uol.com.br — o conteúdo pertence a Hugo Gloss.