O Brasil é Lula!
O processo de discussão política e mobilização social que acontece por todo o Brasil em direção ao segundo turno das eleições apresenta para a nossa sociedade duas alternativas que se opõem de forma bastante radical.
De um lado, temos o caminho em direção ao precipício, que aponta para os riscos de um enorme retrocesso de natureza mesmo civilizatória.
De outro lado, temos a possibilidade de resistir ao avanço do autoritarismo e da destruição do pouco que ainda nos resta das bases de uma sociedade democrática e de um Estado de Bem-Estar Social.
A candidatura de Flávio Bolsonaro representa as forças da extrema direita, se manifesta de forma saudosista com relação à época da ditadura militar e promete um ajuste econômico inspirado no desastre social que atravessa de forma muito trágica os nossos vizinhos argentinos.
A família do condenado pela Justiça Jair Bolsonaro nunca deixou de manifestar sua admiração por líderes políticas da extrema direita global e agora a campanha apresenta o projeto de Javier Milei como exemplo a ser seguido em nossas terras.
A continuidade do Presidente Lula rumo a um novo mandato oferece uma alternativa para barrar a ascensão do neofascismo.
Apesar das dificuldades vividas pela maioria das famílias brasileiras em seu cotidiano, existe a percepção de que a volta do bolsonarismo é uma opção ainda muito mais grave para o povo.
Além do potencial recuo político e institucional na linha daqueles que tentaram patrocinar um golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023, o retorno de um Bolsonaro ao Palácio do Planalto abre o espaço para a implementação de uma política econômica de terra arrasada, a exemplo do que está acontecendo atualmente na Argentina.
Esse é o caminho inequívoco para a recessão a pleno vapor, para as demissões em massa e para o fechamento de milhares de empresas.
É a economia, estúpido! Mas o problema é que a estratégia que foi oferecida pela equipe do Ministério da Fazenda de Lula para sua própria reeleição se assenta sobre a falácia de um pseudossucesso na economia.
Ao vender ilusões a respeito de um crescimento pífio do Produto Interno Bruto (PIB) e de um patamar mínimo dos índices de desemprego na série histórica, seus assessores garantiam ao Presidente Lula que o candidato Lula não teria problema algum em sua caminhada rumo à reeleição.
Ocorre que os tecnocratas de planilha que cercam o Chefe do Executivo apenas deixaram de avisá-lo que as pesquisas de opinião seguiam desaprovando fortemente o governo.
O fato concreto é que a situação vivida pela maioria da população não era em nada semelhante aos indicadores bem comportados apresentados pelos puxa-sacos de sempre.
O PIB realmente cresceu no ano passado, mas muito abaixo das necessidades do país e da média de países da América Latina e do mundo de forma geral.
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