Você, empresário
Flávio Bolsonaro está numa campanha muito mais importante para você, do que para ele.
Ele quer te convencer de que você, trabalhador, é um empresário.
Fica bonito, não é? Você pode falar para a família e amigos: “Eu sou empresário!”.
E, no exato momento em que você disser isto, terá menos dinheiro, menos tempo livre de vida e nenhuma proteção para sua família, ou para você mesmo, em caso de acidente, doença ou na velhice.
E você ter menos tempo de vida livre, menos dinheiro e menos proteção, resulta de outra ideia que Flávio Bolsonaro está “vendendo” para você: a ideia de que a CLT é ruim.
Flávio Bolsonaro, que nunca trabalhou na vida, odeia a CLT e a chama de “velha” e de “engessada” porque a CLT diz claramente quem é PATRÃO e quem é TRABALHADOR.
E ele não quer que você se veja enquanto TRABALHADOR.
Logo no início da CLT, a lei define que PATRÃO é quem assume o risco da atividade econômica, ou seja: se ele lucrar mais ou lucrar menos, continua obrigado a pagar o seu salário.
E no mesmo artigo fica claro: o PATRÃO contrata suas horas de vida (sua jornada de trabalho) por um pagamento (salário).
No artigo seguinte, o 3°, a CLT traça exatamente o seu perfil: TRABALHADOR é aquele que vende suas horas de vida para um PATRÃO, que diz quando, como e onde você deve trabalhar.
Daí vem Flávio Bolsonaro e fala: “é melhor você ganhar por hora trabalhada!”.
Você sabe o que isso significa? Três coisas: 1ª: MÊS SEM SALÁRIO – O Patrão vai transferir o “risco” do negócio para você; se ele resolver aplicar nos juros ou na bolsa em determinado mês, em lugar de garantir um contrato, você fica em casa naquele mês e não ganha nada; 2ª: “PLANTÕES” SEM SALÁRIO CHEIO – O modelo que Flávio Bolsonaro deseja é o do empregado do McDonald’s preso dentro da loja, que só recebe as horas em que houver movimento no salão.
É essa a “nova liberdade” de te pagar por hora; 3ª: FOLGA, FÉRIAS e 13º SEM SALÁRIO – Não trabalhou, não recebe.
Isso tudo são as “mudanças” que Flávio Bolsonaro quer para você.
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