Irã ameaça resposta ‘totalmente ofensiva’ no Estreito de Ormuz caso diplomacia com EUA falhe
O Irã decidiu mudar sua postura de defensiva para “totalmente ofensiva”, afirmou um alto funcionário do regime iraniano à agência de notícias Reuters nesta segunda-feira, 17.
A autoridade declarou que Teerã “intensificará as tensões no Estreito de Ormuz e em toda a região se a diplomacia com os Estados Unidos falhar”, além de estabelecer um prazo para que as forças americanas interrompam o bloqueio militar imposto aos portos iranianos.
“Pressionar-nos ou depender de mediadores para alcançar uma paz duradoura não é realista.
O Irã estabeleceu um prazo de algumas semanas para a implementação completa do memorando de entendimento pelos EUA.
O cronograma estabelecido pelo Irã será comunicado ao governo americano e aos países da região por meio de mediadores”, disse o funcionário.
O Estreito de Ormuz — passagem por onde transitava, antes da guerra, 20% do petróleo e gás consumidos no planeta — está efetivamente bloqueado desde os bombardeios conjuntos de Estados Unidos e Israel que deram início ao conflito no Oriente Médio , em 28 de fevereiro, elevando os preços de combustíveis globalmente.
Navios não autorizados por Teerã têm sofrido ataques intermitentes nessas águas.
Continua após a publicidade A declaração da autoridade iraniana ocorre poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmar que “em breve” irá declarar o Estreito de Ormuz como parte dos Estados Unidos.
“Muito em breve declararei o Estreito de Ormuz território dos Estados Unidos.
É verdade”, disse o republicano durante um comício político em uma academia de polícia no estado de Nova York.
Continua após a publicidade Fim do cessar-fogo Também nesta segunda, o memorando de entendimento firmado entreEstados Unidos e Irã, que estabeleceu um prazo ambicioso de 60 dias para encerrar a guerra, chegou oficialmente ao fim , em meio a um aumento das tensões entre os países.
O pacto, assinado em junho no Palácio de Versalhes, previa a suspensão de todas as operações militares para abrir espaço para negociações sobre um acordo definitivo, com possibilidade de extensão caso houvesse concordância entre Washington e Teerã.
O documento também estabelecia a reabertura do Estreito de Ormuz, atribuindo ao Irã um papel definido na facilitação da navegação pela estratégica rota marítima.
Na prática, o acordo rapidamente se desfez, com o presidente americano afirmando que estava “acabado” em 7 de julho e o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarando que estava “suspenso” uma semana depois.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.