O percentual de clubes da Libertadores e da Sul-Americana com patrocínio de bets
As oitavas de final da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana começaram nesta semana e evidenciaram a dependência que os clubes do continente possuem dos patrocínios de casas de apostas.
No total, das 32 equipes que seguem na disputa pelas duas competições, 25 contam com parcerias firmadas com bets (78%).
Na Libertadores, o domínio de mercado é ainda mais expressivo: apenas dois dos 16 times classificados não exibem marcas desse segmento em seus uniformes.
Em oito clubes, as plataformas de apostas ocupam o espaço máster, o mais valioso da camisa.
Na Sul-Americana, o cenário repete a tendência, com as bets garantindo exposição em dez das 16 equipes remanescentes, sendo também oito em patrocínios máster.
“O setor de betting tornou-se um pilar financeiro para o futebol sul-americano, o que explica a forte presença dessas marcas nos espaços mais nobres das camisas.
As empresas regulamentadas investem ativamente na paixão do torcedor, criando um ecossistema que beneficia o esporte e fortalece os clubes, desde que amparado por regras claras e segurança jurídica”, afirma Leonardo Henrique Roscoe Bessa, sócio do Betlaw, escritório de advocacia voltado para o setor de betting, e consultor do Conselho Federal da OAB.
Continua após a publicidade O futebol brasileiro ilustra bem o cenário.
Na Libertadores, dos seis clubes do país presentes nesta fase, cinco ostentam marcas de apostas como patrocinadoras máster, sendo o Mirassol a única exceção da lista.
Já na Sul-Americana, o panorama se repete: cinco das seis equipes brasileiras classificadas trazem plataformas esportivas na posição principal do uniforme.
O Red Bull Bragantino é o único clube fora do circuito de apostas.
Continua após a publicidade “Hoje, o Brasil vive um momento de altos investimentos no futebol.
Impulsionados pelo crescimento do setor de sports betting no país, os clubes brasileiros ampliaram sua capacidade financeira e passaram a se distanciar da maioria das equipes sul-americanas, especialmente nos valores salariais e nas cifras envolvidas em transferências”, comenta Moises Assayag, sócio-diretor da Channel Associados e especialista em finanças do futebol.
Estima-se que o volume financeiro movimentado por esses contratos de patrocínio no Brasil supere 1 bilhão de reais por ano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.