Espécie que praticamente sumiu de um país começa a voltar às grandes planícies e 100 animais são soltos de uma única vez
Soltura de 100 animais em 2025 reforçou a volta do hamster-europeu à estepe ucraniana e ampliou a esperança de recuperar a espécie.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma espécie praticamente sumiu de grande parte da Ucrânia, mas começou a ganhar uma nova chance em uma das últimas áreas de estepe preservada do país. Em 2025, 100 hamsters-europeus foram liberados na estepe de Tarutino, no sudoeste ucraniano, no maior reforço já realizado pelo programa de reintrodução.
A espécie é o hamster-europeu ( Cricetus cricetus ), um roedor que já ocupou áreas de estepe e floresta-estepes em grande parte da Ucrânia. Hoje, porém, ele se tornou raro em muitas regiões e praticamente desapareceu da natureza em parte de sua antiga distribuição.
O quadro é tão grave que a espécie aparece no Livro Vermelho da Ucrânia desde 2009 e também é tratada como criticamente ameaçada na Lista Vermelha da IUCN. O declínio foi forte o suficiente para transformar uma presença antes comum em uma recuperação emergencial.
O desaparecimento está ligado à perda e à degradação do habitat, à poluição ambiental e ao histórico de perseguição como praga agrícola. A redução das áreas naturais e a simplificação da paisagem deixaram a espécie mais vulnerável ao longo do tempo.
A guerra em território ucraniano também agravou a pressão sobre muitas áreas de estepe e campos. Nesse contexto, a estepe de Tarutino passou a ser vista como um dos refúgios mais promissores para tentar reconstruir uma população viável no país.
A liberação de 100 hamsters-europeus em 2025 representou o maior lançamento único desde o início do programa em 2022 . Com isso, o total de animais devolvidos à estepe de Tarutino chegou a quase 130 indivíduos .
Segundo a Rewilding Europe , essa foi a maior soltura já realizada no local. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para restaurar processos naturais da estepe e devolver espécies nativas importantes ao ecossistema.
O processo não se resume a abrir as caixas e soltar os hamsters. A equipe prepara o terreno com tocas artificiais , instala cercas temporárias e monta uma área controlada para a adaptação inicial dos animais ao novo ambiente.
Depois do transporte, os roedores são colocados nessas tocas e monitorados de perto nos primeiros dias, fase considerada a mais crítica. Em notícia de julho de 2025, a Rewilding Europe detalhou que esse manejo ajuda a reduzir conflitos territoriais e aumentar as chances de sobrevivência após a soltura.
Mesmo pequeno, o hamster-europeu influencia o funcionamento do ambiente. Suas tocas criam micro-habitats para outras espécies, ajudam a movimentar o solo e contribuem para a dispersão de sementes e para a fertilidade local.
Além disso, ele também serve de presa para aves e mamíferos, ocupando uma posição importante na cadeia alimentar. Por isso, a reintrodução não tenta apenas salvar um roedor ameaçado, mas recuperar uma peça do próprio ecossistema das pradarias ucranianas.
Não. O reforço é expressivo, mas o hamster-europeu continua criticamente ameaçado e depende de acompanhamento contínuo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.