Supercopa da Europa foi 'minha Copa do Mundo', diz árbitro somali
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"Foi minha Copa do Mundo ", escreveu o árbitro somali Omar Artan em uma das bolas da Supercopa da Europa , partida que apitou na quarta-feira (11), em Salzburgo, dois meses depois de os Estados Unidos lhe negarem a entrada e o impedirem de arbitrar na Copa do Mundo de 2026.
Em uma mensagem publicada nesta quinta-feira (13) em sua conta no X, a Uefa, organizadora da partida entre o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e o Aston Villa, campeão da Liga Europa, divulgou uma foto em que aparecia uma bola com essa mensagem escrita em preto.
"Uma lembrança especial da Supercopa, cortesia de Omar Artan", acrescentou a Uefa na legenda da imagem.
Impedido de realizar o sonho de arbitrar na Copa do Mundo de 2026 depois que sua entrada nos Estados Unidos foi recusada ao desembarcar no aeroporto de Miami, em junho, o árbitro somali foi convidado pela Uefa para apitar a Supercopa da Europa, vencida pelo PSG por 2 a 1.
Na ocasião, o Departamento de Estado dos Estados Unidos justificou a recusa da entrada de Artan por supostos vínculos do árbitro "com pessoas suspeitas de pertencer a organizações terroristas" , o que o tornava "inelegível para entrar" em território americano.
As acusações, rejeitadas pelo árbitro, provocaram indignação na Somália , onde ele foi recebido como herói ao retornar ao país .
Em sua conta no Instagram, Omar Artan agradeceu à Uefa "a confiança e a oportunidade", além de "tê-lo acolhido (...) de braços abertos" na Europa.
"Agradeço também à minha própria confederação, a CAF (Confederação Africana de Futebol ), por seu apoio", acrescentou.
Esse incidente foi uma das primeiras faíscas a surgir entre Uefa e Fifa neste verão do Hemisfério Norte, culminando no atual confronto aberto em torno do projeto, já abandonado, do presidente da Fifa, Gianni Infantino , de abrir as competições a investidores privados .
O ítalo-suíço já desistiu do projeto, mas a Uefa, com o apoio da Concacaf (América do Norte, América Central e Caribe) e da AFC (Ásia), continua pedindo uma mudança na governança da Fifa .
Infantino, próximo do presidente americano Donald Trump , declarou, em reação ao incidente envolvendo Artan, que o ocorrido com o árbitro somali foi "lamentável", mas que a Fifa "não controla tudo" .
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Esporte.