Rússia reverencia Fidel Castro como ‘verdadeiro amigo’ e parceiro estratégico
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou o legado do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro , e sua contribuição para o fortalecimento das relações entre Moscou e Havana.
Este dia 13 de agosto marca o centenário do nascimento de Fidel Castro, a quem o Ministério das Relações Exteriores da Rússia descreveu como uma “figura lendária” cuja trajetória é indissociável da história do século XX.
Moscou lembrou que Castro e seus companheiros derrubaram uma ditadura pró-EUA em Cuba em 1959 e construíram “o primeiro Estado socialista do Hemisfério Ocidental”. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o subsequente bloqueio econômico da ilha foi uma manifestação das “abordagens neocoloniais” dos Estados Unidos na região da América Latina. No contexto da Guerra Fria, a saída de Cuba da esfera de influência dos EUA representou um sério desafio geopolítico para Washington e, ao mesmo tempo, tornou-se um exemplo inspirador para movimentos de esquerda em todo o mundo, afirmou o ministério.
A organização observou que o lema de Castro, “Pátria ou Morte”, tornou-se um símbolo da luta pela independência em todo o mundo. Destacou também seu papel como estadista e as transformações socioeconômicas implementadas sob sua liderança, bem como o fortalecimento da posição de Havana no cenário internacional. Moscou também lembrou que, desde que chegou ao poder, Castro sobreviveu a centenas de tentativas de assassinato, sobrevivendo à maioria de seus adversários e falecendo em 25 de novembro de 2016, aos 90 anos.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores expressou que Fidel Castro deu uma “enorme contribuição pessoal” para o fortalecimento das relações amistosas entre a Rússia e Cuba, e que ele é considerado um “verdadeiro amigo” no país. “Na Rússia, ele é reverenciado como um verdadeiro amigo, e suas numerosas visitas ao nosso país são lembradas com carinho, deixando memórias muito queridas”, afirmou o comunicado.
O líder cubano visitou a União Soviética pela primeira vez em 1963, numa viagem que durou mais de 40 dias, durante a qual visitou mais de uma dezena de cidades e foi calorosamente recebido pelos seus habitantes. O ministério também recordou o encontro entre Castro e Yuri Gagarin em Havana, em 1961, quando os dois trocaram chapéus após uma recepção oficial. A fotografia desse momento tornou-se, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, um “símbolo da amizade entre a URSS e Cuba”.
Moscou enfatizou que os laços de confiança estabelecidos durante aquela época resistiram ao teste de décadas. Além disso, lembrou que Castro manteve “sentimentos calorosos em relação à Rússia” até o fim de sua vida, acompanhou os acontecimentos no país e atribuiu particular importância ao papel da Rússia na política mundial.
Durante a cerimônia de inauguração do monumento a Fidel Castro em Moscou, em 22 de novembro de 2022, o presidente russo Vladimir Putin declarou: “Para muitas gerações de nossos concidadãos, a imagem do Comandante sempre esteve envolta em romantismo, glória, coragem e vitórias”.
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