Justiça dos EUA suspende ordem de Trump que negava cidadania em casos de 'turismo de nascimento'
Trump assina decreto para negar cidadania em casos de 'turismo de nascimento' Uma juíza federal dos Estados Unidos suspendeu nesta quarta-feira (2) uma nova ordem do presidente Donald Trump para restringir a cidadania de pessoas nascidas no país.
A medida, assinada em agosto, foi apresentada pela Casa Branca como uma forma de combater o "turismo de nascimento".
A decisão foi tomada pela juíza Deborah Boardman, que concedeu uma liminar a pedido de grupos de defesa de imigrantes.
Com isso, o governo não poderá colocar a nova medida em prática enquanto o caso é analisado pela Justiça.
Trump assinou a ordem em 6 de agosto, após a Suprema Corte dos EUA rejeitar uma primeira tentativa do presidente de limitar a cidadania por nascimento.
A última medida assinada por Trump é voltada para impedir conceder a cidadania americana a filhos de mulheres que viajam aos Estados Unidos exclusivamente para dar à luz.
A ordem também determina que a cidadania seja negada em algumas outras situações.
Entre elas estão casos em que um dos pais trabalha para um governo estrangeiro nos Estados Unidos, participa de fraude ou de uma transação comercial para obter a cidadania, ou é classificado pelo governo como "inimigo estrangeiro".
Boardman já havia barrado a primeira ordem de Trump no ano passado, antes de o caso chegar à Suprema Corte.
A juíza foi indicada pelo ex-presidente democrata Joe Biden.
Após Trump assinar a nova ordem, os grupos CASA e Asylum Seeker Advocacy Project entraram novamente na Justiça.
Eles representam, em uma ação coletiva, bebês que poderiam perder o direito à cidadania caso a medida entre em vigor.
Em uma audiência na sexta-feira (28), a juíza havia negado suspender a nova ordem, já que a medida não havia sido diretamente citada na ação.
No entanto, Boardman permitiu que os grupos alterassem o pedido para prosseguir com o processo.
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