Depois da operação contra fonte jornalística, ministros do Supremo defendem a liberdade de imprensa
Fachin defende liberdade de impresa e sigilo da fonte jornalística O presidente do STF - Supremo Tribunal Federal defendeu nesta quinta-feira (13) a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte jornalística.
O ministro Luiz Edson Fachin se referiu a uma investigação contra a fonte de uma reportagem sobre o ministro Flávio Dino. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Na abertura da sessão, o presidente do Supremo, Edson Fachin, manifestou solidariedade a Flávio Dino.
Apoiou as investigações sobre as ameaças ao ministro e em seguida fez uma defesa contundente à liberdade de imprensa e ao respeito ao sigilo da fonte jornalística.
Fachin reafirmou o compromisso constitucional do STF com as liberdades fundamentais: “A presidência do Supremo Tribunal Federal, em nome deste tribunal, manifesta solidariedade ao ministro Flávio Dino e reconhece que ameaças à segurança física dos ministros e familiares devem ser apuradas com rigor.
O Supremo Tribunal Federal, ao mesmo tempo, como não poderia deixar de ser, reafirma seu compromisso irrenunciável com a Constituição, com o respeito às liberdades fundamentais, sobretudo com a liberdade de imprensa e com o direito fundamental dos jornalistas ao sigilo de fonte.
Seus ministros não têm se afastado e não se afastarão do compromisso com esses direitos.
A apuração de eventuais ilícitos deve dirigir-se, e certamente vai dirigir-se, à conduta que constitui objeto da investigação, jamais à atividade jornalística legítima, exercida no cumprimento de sua função constitucional”.
Depois da operação contra fonte jornalística, ministros do Supremo defendem a liberdade de imprensa Jornal Nacional/ Reprodução Na terça-feira (11), a Polícia Federal apreendeu equipamentos e documentos de Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão.
A PF investiga se Raimundo Cutrim é a fonte do jornalista Luís Pablo, acusado de perseguir o ministro do STF Flávio Dino com as publicações feitas em 2025.
Os investigadores chegaram ao nome de Raimundo Cutrim depois de apreenderem em março dois celulares, um notebook e um pen drive do jornalista.
Outro alvo da operação de terça-feira (11) foi o advogado e ex-secretário municipal de Urbanismo e Habitação Diogo Diniz Lima.
A investigação identificou uma transferência de R$ 100 mil de Diogo para o jornalista.
A PF quer saber se os pagamentos estão relacionados a publicações de interesse do grupo de Raimundo Cutrim.
Nesta quinta-feira (13), após a fala de Fachin, o ministro Flávio Dino agradeceu a solidariedade do tribunal e disse que é preciso separar a investigação de possíveis crimes do exercício legítimo do jornalismo: “Agradeço a manifestação de Vossa Excelência em nome do tribunal, que repõe os fatos nos dois trilhos adequados.
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