Cosan reorganiza grupo, troca executivos e anuncia saída da Bolsa de Nova York
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Em fato relevante ao mercado, a companhia informou as saídas de Rafael Bergman, diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores, e Maria Rita de Carvalho Drummond, vice-presidente jurídica.
Para o cargo de Bergman, foi anunciado José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, que exerceu função equivalente na Rumo —empresa de logística ferroviária da Cosan . Já a área jurídica perde o status de diretoria e passa a reportar à Barros Sobrinho.
A companhia de Rubens Ometto também convocou uma assembleia extraordinária para alterar o estatuto social e extinguir a Radar II Propriedades Agrícolas S.A., que será encerrada por meio de uma cisão total. Nesse tipo de arranjo, uma empresa transfere a totalidade de seu patrimônio para outras sociedades e deixa de existir.
O patrimônio da Radar II, avaliado em R$ 2,5 bilhões, será dividido praticamente meio a meio entre a Cosan, que detém 50% do negócio, e a Mansilla Participações, únicas acionistas da companhia.
O objetivo com a cisão da Radar II é "otimizar e simplificar a estrutura" do Grupo Radar, eliminando o que foi classificado como um veículo intermediário para reduzir custos envolvidos na gestão dos negócios e permitir que Cosan e Mansilla tenham participação direta no capital social das investidas da Radar II.
De acordo com a Cosan, a incorporação dessa parcela cindida não acarretará aumento de capital, diluição de acionistas ou direito de recesso, que permite ao acionista discordante se retirar da companhia mediante reembolso de suas ações.
A companhia também afirma que a operação é classificada como transação com parte relacionada, já que a Radar II é controlada da Cosan. Não será, no entanto, necessário laudo de avaliação a preço de mercado, um mecanismo exigido na Lei das S.A., pois não existe troca de ações.
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Após a conclusão do processo, a Cosan pretende pedir o cancelamento de seu registro na SEC (Securities and Exchange Commission), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) dos Estados Unidos .
De acordo com a companhia, a deslistagem não afeta imediatamente seu registro na SEC e será divulgado um cronograma sobre o tratamento a ser dado ao programa de ADSs, incluindo alternativas para os detentores dos papéis.
Por fim, a Cosan também passará a fornecer uma projeção para sua métrica de cobertura de juros da dívida, uma métrica que mede a capacidade de uma empresa pagar os juros de suas dívidas com o resultado operacional gerado.
A companhia prevê que o indicador convirja para uma faixa entre 0,8 e 1,2 vez até o final de 2026.
A Cosan registrou prejuízo líquido de R$ 320 milhões no segundo trimestre de 2026, um recuo de 66% em relação ao prejuízo de R$ 946 milhões observado no mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta sexta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.