Campanha ganha cara de MMA
A nova rodada da Quaest mostra que a vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu: apenas três pontos no cenário de segundo turno . O empate técnico é um prenúncio do que está por vir. Faltam 50 dias para a eleição. Serão dias violentos.
O filho de Bolsonaro voltou ao patamar que ostentava em maio, antes da explosão do caso Dark Horse. A recuperação não pode ser atribuída às ideias do candidato do PL, que são poucas e confusas. Ele readquiriu forças graças às vulnerabilidades do adversário.
Os mimos do sócio do Master para Jaques Wagner, líder de Lula no Senado, dividiram o noticiário com a mordida de Flávio Bolsonaro no bolso de Daniel Vorcaro. Lulinha passou a estrelar três inquéritos. O eleitor soube que Marcola, chefe de gabinete do presidente, recebeu dinheiro da lobista do Careca do INSS.
A campanha começa formalmente neste domingo. A plateia pode imaginar o que fariam os candidatos se não precisassem se controlar. Coisas envolvendo machadinhas, arames sob as unhas e óleo quente no ouvido. Até a eleição de outubro, a política tende a ser mais violenta que luta de MMA.
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